meu sorriso é uma faca que corta essa introversão

contato. mastodon.

Quase isso

As recordações não são exatas E vem misturadas com rancor Sem exatidão minhas palavras Soam inexatas onde eu for

Então eu pensei Que me guardar Fosse manter A minha paz (ou quase isso)

A degradação dessas marcas Fluem em um eco do que sou Uma discussão já encerrada É assunto velho e já passou

Bem, eu menti Sobre tudo mais Porque existir Meio que tanto faz (Ou quase isso)

Meu sorriso é uma faca Que corta essa introversão É ilegítimo, uma farsa Mas na hora faz sua função

Daí eu entrei Mais dentro de mim O que encontrei Nem eu entendi Não enfrentei Nem desisti Só me sentei E fiquei aqui (Ou quase isso)

Olha esse céu comigo Estamos em lugares tão distintos Mas temos o mesmo inimigo (Ou quase isso, ou quase isso)

Eu não estava lá

Eu não estava lá Quando tudo aconteceu e só Quero entender o que passou Eu não quero voltar atrás Não gosto de lembrar Mas sei que isso me formou Quero esquecer o que passou Quero poder desligar

É fácil dispersar E fugir pra algum outro lugar Eu era um outro alguém Que não era ninguém Paro pra pensar Onde tudo se perdeu, será Que algum dia estive bem E estive aqui também

Não é justo que um só alguém Desafine todo som Não é justo que um só alguém Apague o brilho das estrelas Não é justo que um só alguém Manche tudo que é bom Não é justo, mas aconteceu Em algum lugar lá atrás

Pras estrelas

Eu vi uma estrela no olhar de quem me ama sumir Eu vi minha alma mudar se afastar e fugir Ouvi uma voz me falar que eu não vou conseguir Eu tento me encontrar, achar onde eu me perdi

Se eu pudesse consertar cada estrela A verdade estaria hoje na minha mesa Porque no fundo tudo é só um negócio E eu não sei mais onde enfiar meu ócio

Não há paz onde eu não estou Não há paz onde eu não sou

Senti o mundo girar, me expulsar e partir Então tentei acordar e ver onde eu me meti Ouvi uma voz gargalhar, zombar de mim ao cair Eu tento me levantar, me ajeitar e fingir

Se eu pudesse fugir agora pras estrelas Eu voaria pra bem longe com certeza Mas acordar é tudo o que eu posso Levantar e tentar encarar seus olhos

Não há paz onde eu não estou Não há paz onde eu não sou

Arte barata

Os justos não virão É só alucinação E nada mais irá vingar Ah eu sei

Toda enganação Ao toque de um botão E nada mais importará Ah eu sei

Que você não vai notar Se não restar Um olhar humano Pra falar: “Eu estive aqui e senti Meu pesar e minha alegria Pus num altar E te dei”

Não sei você Mas eu notarei