Bebendo na fonte do Pajeú das Flores II:

“Quando o ano de inverno é controlado/muda tudo na vida do sertão.” — Valdir Teles & Zé Fernandes [PARTE 1]

Obs. 1: A interpretação é do meu ponto de vista e de acordo com minha pesquisa. Algumas coisas são óbvias e eu vou ilustrar mesmo assim, e outras vão passar, mas, se ficar alguma dúvida, pode me perguntar, se quiser.

Antes de começar, precisamos conversar sobre o título/mote e a questão do inverno nordestino: por aqui, de uma maneira geral, dá-se o nome de inverno ao período do ano em que se concentram as chuvas, sendo esse o primeiro semestre: generalizamos assim, de janeiro a junho, às vezes vai além, na maioria das vezes fica aquém. Meses que, para o resto do hemisfério sul, são, na verdade, de verão (ou verão e outono, com o inverno começando só no fim do mês junino, se você for desses). Então, quando se usa a expressão “ano de inverno controlado” significa que, no ano da graça em questão, choveu mais do que a média esperada para os primeiros seis meses no mínimo. Agora as estrofes.

ESTROFE 01

No inverno o sertão tem mais futuro Ninguém quer ir embora nem na peia Toda noite um riacho bota cheia Toda tarde o nascente fica escuro O maxixe amadurece no monturo Melancia faz lama pelo chão Baixa o preço do saco de feijão Milho vira ração de engordar gado Quando o ano de inverno é controlado Muda tudo na vida do sertão

ANÁLISE:

Foto colorida de uma planta de maxixe com fruto, parece um pequeno pepino verde-claro com alguns espinhos.