Memórias de abraços que não machucam

Vez ou outra, de surpresa Quase sempre sem querer Acho uma réstia de beleza Um vestígio de você

Numa música bonita Que eu sei que adora Que o “aleatório” não hesita De tocar toda hora

Num sonho bom, se tiver sorte Que invade minha mente Até parece que o meu córtex Não superou a gente

Numa fotografia esquecida De que fui feliz a prova Era apenas uma em nossas vidas Nunca mais haverá nova

Até que por fim Em versos que não mais seus Mas talvez seja bom ter algo assim Tão difícil de dizer adeus