Quem somos nós*, quem queremos ser e outras breves histórias.

“Alô! Tá ligado isso aqui? ahrram”

Olá pessoa real que está vivendo esse momento virtual comigo! De antemão, agradeço seu clique e admiro sua coragem de estar lendo essas linhas tortas que Deus deixou por último na pilha marcada como “escrever certo depois” escrito num post-it amarelo. Meu nome é Vitu (na verdade, na verdade, não é, né? Mas você deve ter pelo menos uma vaga ideia de qual seja a origem dessa alcunha que eu mesmo me dei) e no momento em que estou escrevendo esse texto sou um quase doutor, não daqueles que levanta a mão em emergências dentro de aviões, do outro tipo, o que frequentou a faculdade por mais tempo que a maioria dos estudantes de nível superior. Minha área é a ciência animal, para ser mais específico, pesquiso os mistérios e encantos dos ovinos. Sou nordestino desde que nasci, nativo do interior plus do RN e habitante desse mesmo rincão até hoje, trinta e poucos anos depois.

Mas nada disso importa muito, o que realmente é importante (não é) é o que eu estou fazendo aqui. Sou uma pessoa de muitos hobbies, pro player de entretenimento, amo/sou filmes, série, músicas aleatórias, alguns jogos e tudo que é divertido. Dentre eles, tem uma paixão em específico pela qual nutro um carinho especial: a poesia. Desde a primeira vez que ouvi um repente cantado de improviso, minha vida nunca mais foi a mesma. Quando era pequeno, acompanhava meu pai para assistir esses bardos que visitavam a minha cidade durante os festejos de junho, com o passar do tempo fui tendo mais acesso a outros poetas que são grande fonte de motivação para escrever. Dentre eles há um em especial que batizou esse espacinho meu, seu nome é Patativa do Assaré, um poeta analfabeto do Ceará, mas que é literalmente mais doutor do que eu.

Como comentei, às vezes me arrisco a escrever um verso ou outro, que ficam presos num arquivo .docx chamado “poemas no escuro” esquecido em alguma curva fria e mal iluminada do labirinto de pastas do meu computador. Desde que conheci o Mastodon, pessoas maravilhosas tanto me inspiram a rimar, muito embora minhas rimas não estejam a altura delas, como me deixam confortáveis para trazê-las a luz da timeline. A ideia com esse blog é ter um lugar mais confortável para meus poemas de rimas pobres e métrica vacilante viverem, como se fosse um varal de cordéis exposto numa pracinha bonita do interior da internet. Não sei como será a regularidade das postagens, pois a poesia vem a mim quando ela quer, não sei se vai ser só poesia e também é a primeira que tento algo assim, inclusive obrigado por ser cobaia sem consentimento desse experimento que conselho de ética nenhum aprovaria.

*Por “nós” eu quero dizer “eu”, esse blog é feito a duas mões e LIVRE DE IA.