Jardim Digital

Esse é o Jardim digital da Aline. Fique à vontade!

O post “estou com dor na mão e na bunda” tem 361 acessos. Vocês me prometeram que ninguém mais lia blog!

Estou com dor na mão e na bunda. É suportável e está diminuindo a cada dia. Procurei atendimento pra tirar o raio x só por desencargo de consciência e fui recusada em 4 unidades particulares e 1 pública. Na UPA me mandaram procurar a emergência de um hospital de grande porte. Não me senti à vontade em chegar na emergência do Souza Aguiar sozinha, lúcida e orientada, com os membros e o traseiro aparentemente no lugar certo e com cor normal. Esse pequeno acidente foi meu chá revelação de que o nosso plano de saúde é muito ruim. A UPA pelo menos me deu uma injeção.

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Há um ano eu estava sofrendo os sintomas da adenomiose. Abandonei a bicicleta e quase saí do Pilates. Agora que tá tudo sob controle eu voltei a pedalar, fazer caminhada e me juntei com a turma fitness do trabalho no desafio das escadas. Subindo 11 andares em menos de 3 minutos!

Aí vieram as férias. Tanto tempo livre que eu nem sei o que fazer. O corpo energizado como nunca foi antes, a smartband gameficando meu desempenho, meus batimentos cardíacos bem próximos ao do funcionário com metade da minha idade e lá fui eu segurar uma barra ao ar livre, com chão duro para aparar a queda. Como disse a enfermeira da UPA, “ainda bem que você tem a bunda grande”.

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As lesões estão se comportando bem, estão desinchando, o hematoma ficou bem claro, mas não posso me exercitar, não posso passear a cachorra, todas as articulações do quadril estão ressentidas porque eu consigo andar, sentar, levantar, mas para isso estou jogando peso nas estruturas vizinhas. Eu deveria ficar deitada com a bunda sobre almofadinha de pescoço, mas minha mãe está fazendo um show. Tentou me obrigar a ir ao hospital, se ofereceu pra botar meu prato, não me deixou carregar o carrinho do hortifruti usando a mão e o braço bons, diz que minha mão está horrível e eu digo que eu já bati essa mão mais de 10 vezes, eu sei que está tudo bem, já vi muito pior.

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Caí sobre a mão pulando no colchão, caí da bicicleta, caí no pátio do trabalho, na escada, escorregando numa folha, uma bicicleta me atropelou, errei a largura da porta e soquei a parede, dei um puxão numa porta de ferro que só fechava na porrada e ela fechou no dedo. Teve uma vez que a mão inchou e doeu do mais absoluto nada. Um mês de fisioterapia sem saber “como é que eu vim parar aqui?” Eu acho que a primeira queda lesionou e consolidou errado, mas nenhum exame posterior mostrou nada.

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Agora é só paciência para recuperar a forma enquanto isso é possível. Eu vejo minha mãe, ela até fez umas caminhadas e se alimentou bem a vida toda, era uma mulher com o corpo super energizado, agil, rápida, bem disposta, imparável. Hoje tudo acabou e ela se ressente. Ela fica com raiva quando me vê faxinando a cozinha à noite depois do trabalho e debocha quando me vê lavando a louça sobre um degrau improvisado para proteger meu ombro. O ombro e a cervical tão fudidos também mas essa é outra história.

📅 21/08/26

Tentando me organizar com a pá de disco novo que eu arrumei pra ouvir!

Então... Esse post está em constante mudança (jardim digital, né?). Os nomes vão mudar de cabeçalho ou podem ser apagados. Não leve a sério os gêneros que eu aprendi aos 13 anos. Depois começou a complicar e eu desisti de entender os milhões de subgêneros e novos gêneros.

Baixadas e testando

Giovani Cidreira Josie Trash no Star

Pop

Guidi Vieira – Outra língua Pic-Nic – Volta Homobono – 21/03/1973, Singles Los Djangos – Mundodifusão Percevejo – infestação de Percevejo é coisa séria Açocena – Açocena Gilber T – Eu não vou morrer hoje, Contradições e Dia Incrível Calopsita – au revoir

Rock

Muzgo – por nada Banda Gente – Somos todos silva Cariocaos – Poder Popular Dani Vallejo – chão de terra Dani Vallejo – Singles Blastfemme – Blastfemme Disstantes – Apocalypso e Cybertrópico PCP – Práxis Trama – Salve Geral e Do povo para o povo Dedo de Bruxa – Dedo de Bruxa Banda Líbera – Singles Calopsita – Au revoir

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Staysafe Jotdog Lido Pimienta Ursamenor Limo – retratos de um velha juventude Magna Velvo Flores de plástico Drenna (rock pop levinho) Cidade dormitório – cinema bélico Liniker Daniel, me estás matando Madame Salame – madame salame Coyote valvulado Anacrônicos Aérea Lina Cosmic Prefeitura do Rio 808 punks Imundos

Escolhi meu fonezinho. Soundcore q20i. Vi outras 2 pessoas com ele no ônibus e aqui vai um “review” voltado para quem usa fone no ônibus!

Esse fone é a escolha pra quem não quer usar os pequenos intra-auriculares, que obviamente são os mais práticos. O q20 não é grandalhão nem pesado. O cancelamento de ruído bloqueia totalmente o ar condicionado, o motor e o trânsito. Também me livrou de videozinhos, conversinhas e criança fazendo birra. Ele deixa passar conversa muito alta e conversa coletiva, mas é difícil de entender o que estão falando. Quando todo mundo no ônibus está conversando é porque deu merda (no meu caso, o BRT quebrou e tivemos que desembarcar). Também deixa passar camelô, mas ele está aos berros e eu escuto baixinho. Acontece a mesma coisa com tampão de ouvido, então só aceite que ninguém cala o camelô.

Eu usei o volume em cerca de 30% e não foi suficiente para bloquear um cara pregando a palavra de Jesus. Tive que elevar para 70% e fiquei na paz do Senhor.

Você (eu também) que não está acostumado com cancelamento de ruído: não esqueça de desligar na rua! Eu não consigo nem deixar o fone na cabeça, porque meu fone antigo era de condução óssea. Quando estou fora do ônibus eu preciso ouvir o som ambiente!

Ah, sim: aperta o brinco e machuca minha orelha, aí eu levo o brinco na bolsa e esqueço de botar. Nada disso seria necessário se as pessoas fizessem silêncio no ônibus. Eu poderia continuar com meu fone de condução óssea sem tampão de ouvido!

É isso, eu podia estar escrevendo minhas impressões no YouTube, onde mais gente vai ler, mas quando viu buscar a opinião de quem já testou um produto eu recebo gente falando vem, gente falando mal e todo mundo se ofendendo!

Depois de muito tempo ouvindo só playlist eu voltei a ouvir discos. Além disso, ressurgiu a curiosidade por sons novos em português e espanhol. Consequência: meus fones de condução óssea + tampão de ouvido usados no ônibus não ajudam em nada a entender e aprender novas músicas. Estou procurando um fone bom, bonito, barato, pequeno, cancelador de ruído, que não caia da orelha ou, se supra auricular, que não me machuque apertando os brincos. Tudo para ouvir vídeos do YouTube gravados com celular de bandas independentes em casas de show modestas. Eu sei, estou me impondo mil dificuldades quando qualquer fonezinho bom vai servir!

Não vai mudar o nome do blog pois o proprietário desistiu de vender a casa. Ele propôs um aumento, nós aceitamos.

Morri mas passo bem.

Busquei escrever um jardim digital fazendo paralelo com meu jardim literal. O problema é que o jardim é literal, o MEU é que não é. O senhorio pediu a casa.

A casa é excelente, mas é velha e precisa de muita, muita obra. Se eu levantar o valor de compra vou ter dívida pra pagar pro resto da vida e nem um centavo sobrando pra trocar uma lâmpada queimada.

Vou embora da casa. Estou tentando alugar uma similar. A primeira visita está agendada. Não tem árvore na calçada. Eu acostumei os passarinhos da minha (“minha”) árvore a me esperar às 6h com alpiste. À tarde eles entram pela cozinha e saem pela sala. Alguns voando, outros saltitando pelo chão. Conversei com eles e eles não cagam na casa nem no carro na garagem. É sério, viu? Pedi pra não cagar e não deixar os pombos andarem no quintal e no telhado e eles me atenderam! Além de rolinhas e pardais de barriguinha cheia, também recebemos pássaros canoros que começam a cantar de madrugada e vão até o por do sol. É engraçado estar com insônia, tentando dormir e os passarinhos dando a alma no palco.

Eu morava em um apartamento sem varanda e com quase zero incidência de sol. Como diz Homobono, “você não mora em casa, você nora no trabalho e no engarrafamento”, então esse cativeiro só começou a me incomodar na quarentena. Quando vim para a casa com quintal foi o êxtase. Eu disse pra mim mesma que é temporário. Ignorei meus próprios conselhos.


Importante dizer que o apartamento ainda é meu (sem aspas) e está fechado. Eu também estou me dando bronca: “para de show que você tem para onde ir”. Pra mim dá pra ficar lá. Sem sol, sem céu e acrescentando mais uns 40 minutos no trajeto casa-trabalho, mas dá.

A inquilina da casa que estamos entregando é a minha mãe. O pai morreu, meiuirmão casou e foi morar num triplex. Meu apê é no 3o. andar sem elevador. A mãe ficou sozinha em casa e tem cardiopatia e sequelas de AVC. Nem eu nem meu irmão temos um local bom pra ela morar, e ele é recém casado, então todo mundo chegou à conclusão de que eu poderia me mudar para a casa dela. Como estou conversando em público, acho bom deixar claro que se o novo aluguel fracassar, temos um teto, mas a mãe vai ter muita dificuldade para entrar e sair, e sair pra quê se está longe dos vizinhos da vida toda, da igreja a 5 minutos de caminhada, da ginástica?


Deixo aqui o testemunho da Comigo Ninguém Pode que escolheu morar debaixo da mesa. um vaso de planta de folhas verdes colocado debaixo de uma mesa.

Saí de férias por 15 dias. Me perguntaram o que eu ia fazer e na real já tem um tempo que eu não consigo programar nada. Não sei quando vou conseguir sair, quando vejo uma oportunidade de pedir os dias já está muito em cima da hora. Então eu simplesmente fiquei em casa. Hoje foi um dos melhores dias. Fiquei sozinha, sentada no sofá da sala com a tv desligada, uma coberta e um livro. Um monte de passarinho cantando e pulando nos galhos da árvore. Quando vi a cachorra sentada na varanda olhando os passarinhos me deu uma felicidade, me deu por alguns minutos a certeza de que não estou “perdendo tempo fazendo nada”.

No fim de semana a esquadrilha da fumaça fez apresentações. Muito bonitinho os aviõezinhos fazendo acrobacias. Sentei na varanda (tá, fiquei em pé sobre a mureta da varanda). Olhando pra cima o tempo todo vi o show dos passarinhos. “Eu também sei fazer! Weeeeee!” mas não, claro que eles não estavam se exibindo, eles estavam fazendo o que fazem toda a tarde e eu não tinha reparado por não ter ficado um tempão olhando pra cima antes.

Mexi um pouco nas plantas. Tentei me desfazer de uma Dracena que peguei na rua mas não estou conseguindo cuidar. Botei num vasinho, no pé da árvore da calçada. As crianças da vizinha derrubaram. Botei pra dentro. Dois dias depois botei outra vez na árvore. Agora há pouco fui buscá-la de novo porque não queria que o lixeiro levasse. De novo ela estava no chão, com a terra espalhada, o vaso tombado e as crianças da vizinha na calçada. Peguei só o vaso. Eu tentei, dracena, eu achei que alguma vizinha ia querer “planta grátis”.

Na calçada do prédio onde eu morava as lojas construíram canteiros e encheram de plantas ornamentais. Os transeuntes roubaram as plantas. Os lojistas replantaram, mas colocaram várias placas com insultos e ameaças. A ornamentação deixou de ser um ponto agradável pra pousar a vista.

Pesei o clima e anoiteceu, não tem mais passarinho brincando nos galhos. Estou vendo a ponta do rabo da cachorra, significa que tenho que limpar o “banheiro” dela... Ela entrou se lambendo... Deve ter comido o pé de girassol de novo!

Eu quero baixar tudo, mas não estou organizada para organizar as coisas, além do meu equipamento estar todo capenga e o preço do armazenamento estar na estratosfera :(

Jorge Ben Jor – Especial MPB 1972 [Raridade]. [Youtube]((), 38m55s

Joyce Alane – Tudo é minha culpa (ao vivo no Guararapes). YouTube, 40m

No site Internet Arquive, a conta MTV Media Archives BR reúne shows da MTV Brasil.

Tiny Desk Brasil e a lista “El Tiny” celebrates Latin Music Month

Postado em 2026-04-23

De onde eles vêm, de Jeferson Tenório

O romance acompanha Joaquim, um estudante de Letras em Porto Alegre nos anos 2000, um dos primeiros cotistas a entrar na universidade pública. Entre o cuidado com a avó doente, o desemprego e o preconceito, ele tenta se manter firme em seu amor pelos livros.

A obra mostra como o racismo e a desigualdade moldam trajetórias, mas também como a literatura pode ser uma forma de resistência e cura.

Puro, de Nara Vidal

Na década de 1930, Santa Graça, em Minas Gerais, poderia ser um vilarejo idílico, “referência de virtude e limpeza no território nacional” — e é nisso que alguns de seus habitantes estão tentando transformá-la. O casarão onde vivem Lázaro, menino de seus quinze anos, e as três velhas que o adotaram quando bebê abandonado é o epicentro desta narrativa que toma rumos cada vez mais surpreendentes. Neste novo romance, Nara Vidal explora, com a maturidade de quem está acostumada a tecer histórias em diversos gêneros, temas duros, sem ter medo de colocar no papel as ações e os pensamentos mais desafiadores de seus personagens.

Com uma prosa direta, Nara Vidal envolve os personagens no contexto histórico do fortalecimento do movimento eugenista brasileiro, num romance inovador e, acima de tudo, corajoso.

Clube de Leitura Escambo Cultural