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    <title>lacra.ia Reader</title>
    <link>https://lacra.ia.br</link>
    <description>Read the latest posts from lacra.ia.</description>
    <pubDate>Thu, 16 Apr 2026 13:35:30 +0000</pubDate>
    <item>
      <title>Da chuva vem o sol</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fabianny/bda-chuva-vem-o-sol-b</link>
      <description>&lt;![CDATA[bDa chuva vem o sol/b&#xA;&#xA;Há tempos sem te ver&#xA;Tentei esquecer&#xA;Mas tudo volta&#xA;É só ver você e sentir&#xA;Tudo outra vez&#xA;&#xA;E mesmo sem te ter&#xA;Todo o tempo que&#xA;Você foi embora&#xA;Saiba que não desisti&#xA;Eu te esperei&#xA;&#xA;Queria te contar &#xA;Tudo que passei&#xA;As coisas que vivi&#xA;As vezes que chorei&#xA;Sem você estar aqui&#xA;Pra me dizer&#xA;&#xA;Que tudo vai passar:&#xA;“Da chuva vem o sol”&#xA;Só que o tempo passou&#xA;E você mudou&#xA;Mas tudo bem&#xA;Eu mudei também&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><b>Da chuva vem o sol</b></p>

<p>Há tempos sem te ver
Tentei esquecer
Mas tudo volta
É só ver você e sentir
Tudo outra vez</p>

<p>E mesmo sem te ter
Todo o tempo que
Você foi embora
Saiba que não desisti
Eu te esperei</p>

<p>Queria te contar
Tudo que passei
As coisas que vivi
As vezes que chorei
Sem você estar aqui
Pra me dizer</p>

<p>Que tudo vai passar:
“Da chuva vem o sol”
Só que o tempo passou
E você mudou
Mas tudo bem
Eu mudei também</p>
]]></content:encoded>
      <author>meu sorriso é uma faca que corta essa introversão</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/llk8wy4liw</guid>
      <pubDate>Mon, 13 Apr 2026 18:41:58 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Primeirostrinta</title>
      <link>https://lacra.ia.br/vitu/primeirostrinta</link>
      <description>&lt;![CDATA[Se fossem 30 dias de cadeia&#xA;Dispensaria advogado&#xA;Se fossem 30 dias em alto mar&#xA;Não seria resgatado&#xA;Se fossem 30 dias de guerra&#xA;Terminaria condecorado &#xA;Se fossem 30 dias correndo&#xA;Não ficaria cansado&#xA;&#xA;Se fossem 30 dias de escuridão&#xA;Meus olhos nem abriria&#xA;Se fossem 30 dias de luz&#xA;Ao sol agradeceria&#xA;Se fossem 30 dias no inferno&#xA;Jamais me arrependeria&#xA;Se fossem 30 dias de calor&#xA;Nem a suar chegaria&#xA;&#xA;Mas foram 30 dias de paraíso &#xA;E eu fui abençoado&#xA;30 dias de afagos&#xA;E eu foi reconfortado&#xA;30 dias de declarações&#xA;Eu sempre emocionado&#xA;&#xA;Foram 30 dias de alvoradas&#xA;E eu esperando seu bom dia&#xA;30 dias de madrugadas&#xA;A noite já não era sombria&#xA;30 dias de amores&#xA;30 dias de alegrias&#xA;30 dias que precedem&#xA;Infinitos 30 dias.&#xA;&#xA;Para Ana Letícia]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Se fossem 30 dias de cadeia
Dispensaria advogado
Se fossem 30 dias em alto mar
Não seria resgatado
Se fossem 30 dias de guerra
Terminaria condecorado
Se fossem 30 dias correndo
Não ficaria cansado</p>

<p>Se fossem 30 dias de escuridão
Meus olhos nem abriria
Se fossem 30 dias de luz
Ao sol agradeceria
Se fossem 30 dias no inferno
Jamais me arrependeria
Se fossem 30 dias de calor
Nem a suar chegaria</p>

<p>Mas foram 30 dias de paraíso
E eu fui abençoado
30 dias de afagos
E eu foi reconfortado
30 dias de declarações
Eu sempre emocionado</p>

<p>Foram 30 dias de alvoradas
E eu esperando seu bom dia
30 dias de madrugadas
A noite já não era sombria
30 dias de amores
30 dias de alegrias
30 dias que precedem
Infinitos 30 dias.</p>

<p><em>Para Ana Letícia</em></p>
]]></content:encoded>
      <author>De tão poeta morreu pobre</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/fwfxz0d4mi</guid>
      <pubDate>Mon, 06 Apr 2026 11:41:06 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Bebendo na fonte do Pajeú das Flores:</title>
      <link>https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores-q582</link>
      <description>&lt;![CDATA[“Tem que ser nordestino pra saber/dar valor ao Nordeste brasileiro” — Sebastião da Silva e Waldir Teles [PARTE 5]&#xA;&#xA;Essa é a quinta parte da análise, caso não tenha lido as anteriores:&#xA; &#xA;1ª estrofe&#xA;2ª estrofe&#xA;3ª estrofe&#xA;4ª estrofe&#xA;&#xA;Disclaimer: eu pulei uma estrofe anterior, vou trazê-la agora antes da 5ª, nomeando-a de 05a&#xA;&#xA;ESTROFE 05a:&#xA;&#xA;Tem que ser nordestino bem porreta &#xA;Pra nos dedos fazer um capitão&#xA;De farofa, de arroz e de feijão&#xA;E comer com pimenta-malagueta&#xA;Com a foice cortar jurema preta&#xA;Amansar animal passarinheiro&#xA;Tomar banho com água de barreiro&#xA;Esgotar a cacimba de beber&#xA;Tem que ser nordestino pra saber&#xA;Dar valor do nordeste brasileiro.&#xA;&#xA;ANÁLISE:&#xA;&#xA;• Capitão, como o próprio poeta explica no verso seguinte, é um bolinho feito amassando-se o feijão e a farinha com as mãos no momento da alimentação. Também pode ser chamado de raposo/raposa ou macaquinho.&#xA;&#xA;• Jurema preta (Mimosa tenuiflora) é uma espécie arbórea da caatinga, de galhos finos, escuros e espinhosos. &#xA;&#xA;Foto colorida da árvore comentada, apesar de alta tem o tronco e galhos delgados e folhas ralas e pequenas &#xA;&#xA;• Animal passarinheiro é aquele que se assusta fácil com objetos ou movimentos que ocorram ao seu redor, muito usado para descrever cavalos que não passaram por processo de doma.&#xA;&#xA; • Cacimba e barreiro são duas formas de captação e armazenamento de água, sendo a cacimba uma espécie de poço escavado em locais úmidos para obtenção de água subterrânea e o barreiro é uma trincheira feita para captar água da chuva que escoa pela superfície do solo.&#xA;&#xA;Foto colorida de um homem coletando água de um barreiro &#xA;&#xA;ESTROFE 05:&#xA;&#xA;Tem que ser nordestino cabra macho&#xA;Pra na cerca fazer um passador&#xA;Com as ervas inventar um lambedor&#xA;Preparar nó de porco e barbicacho&#xA;Perseguir passarinho com um facho&#xA;Botar uma careta em marrueiro&#xA;Com a canga prender pai de chiqueiro&#xA;Pra na cerca dos outros não caber&#xA;Tem que ser nordestino pra saber&#xA;Dar valor o nordeste brasileiro&#xA;&#xA;ANÁLISE:&#xA;&#xA;• Passador ou passadiço é uma estrutura semelhante ao uma pequena escada, geralmente feita de madeira rústica e montada sobre uma cerca de arame farpado, para permitir que uma pessoa passe de um terreno para o outro sem precisar se deslocar até a entrada desse espaço delimitado&#xA;&#xA;Foto colorida da estrutura comentada &#xA; &#xA;• Lambedor é um xarope natural e caseiro feito com mel, plantas medicinais, especiarias e etc, para o tratamento de tosse e outros sintomas de gripe, principalmente.&#xA;&#xA;• Nó de porco (também chamado de volta do fiel) e barbicacho são tipos de nós usados para amarrar cargas e animais. Barbicacho também pode se referir ao laço que passa por baixo do queixo para prender o chapéu a cabeça. &#xA;&#xA;• Perseguir passarinho com um facho é uma técnica de caça de subsistência ou captura de animais, onde se utiliza uma lanterna (ou outra fonte de luz) para ofuscar a visão de pássaros a noite e facilitar a apreensão.&#xA;&#xA;• Careta é um anteparo, uma máscara, confeccionada geralmente em couro, utilizada para cobrir os olhos de animais defensivos e/ou reativos e facilitar sua condução, protegendo as pessoas e o próprio animal. Marrueiro inclusive refere-se a um touro bravo, não domado. &#xA;&#xA;Foto colorida de um bovino caramelo usando uma careta de couro, sendo conduzido por uma corda por um vaqueiro a cavalo com um cachorro ao lado,, por uma estrada de terra &#xA;&#xA;• Canga ou cangalha é uma estrutura feita com madeira de galhos de árvores, formando como se fosse um triangulo ao redor do pescoço ods animais, para evitar que eles passem por entre os arames dos cercados. O pai de chiqueiro é o nome dado ao macho caprino adulto, o bode reprodutor da criação, que muitas vezes tenta passar da cerca em busca de fêmeas no cio, por exemplo. &#xA;&#xA;Foto colorida de vários caprinos de tamanhos e cores variadas usando cangas no pescoço &#xA;&#xA;Até a próxima estrofe! ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Tem que ser nordestino pra saber/dar valor ao Nordeste brasileiro” — Sebastião da Silva e Waldir Teles [PARTE 5]</strong></p>

<p><em>Essa é a quinta parte da análise, caso não tenha lido as anteriores:</em></p>

<p><a href="https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores" rel="nofollow">1ª estrofe</a>
<a href="https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores-b583" rel="nofollow">2ª estrofe</a>
<a href="https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores-dkvd" rel="nofollow">3ª estrofe</a>
<a href="https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores-b2wp" rel="nofollow">4ª estrofe</a></p>

<p><em>Disclaimer: eu pulei uma estrofe anterior, vou trazê-la agora antes da 5ª, nomeando-a de 05a</em></p>

<p><strong>ESTROFE 05a:</strong></p>

<p>Tem que ser nordestino bem porreta
Pra nos dedos fazer um <strong>capitão</strong>
De farofa, de arroz e de feijão
E comer com pimenta-malagueta
Com a foice cortar <strong>jurema preta</strong>
Amansar <strong>animal passarinheiro</strong>
Tomar banho com água de <strong>barreiro</strong>
Esgotar a <strong>cacimba</strong> de beber
Tem que ser nordestino pra saber
Dar valor do nordeste brasileiro.</p>

<p><strong>ANÁLISE:</strong></p>

<p>• <strong>Capitão</strong>, como o próprio poeta explica no verso seguinte, é um bolinho feito amassando-se o feijão e a farinha com as mãos no momento da alimentação. Também pode ser chamado de <em>raposo/raposa</em> ou <em>macaquinho</em>.</p>

<p>• <strong>Jurema preta</strong> (<em>Mimosa tenuiflora</em>) é uma espécie arbórea da caatinga, de galhos finos, escuros e espinhosos.</p>

<p><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c5/Jurema-preta.jpg" alt="Foto colorida da árvore comentada, apesar de alta tem o tronco e galhos delgados e folhas ralas e pequenas"></p>

<p>• <strong>Animal passarinheiro</strong> é aquele que se assusta fácil com objetos ou movimentos que ocorram ao seu redor, muito usado para descrever cavalos que não passaram por processo de doma.</p>

<p> • <strong>Cacimba</strong> e <strong>barreiro</strong> são duas formas de captação e armazenamento de água, sendo a cacimba uma espécie de poço escavado em locais úmidos para obtenção de água subterrânea e o barreiro é uma trincheira feita para captar água da chuva que escoa pela superfície do solo.</p>

<p><img src="https://i.ytimg.com/vi/580KQhMD6cw/hq720.jpg?sqp=-oaymwEhCK4FEIIDSFryq4qpAxMIARUAAAAAGAElAADIQj0AgKJD&amp;rs=AOn4CLDlmMETfOei-eUcbFIpaD-y0TPMOA" alt="Foto colorida de um homem coletando água de um barreiro"></p>

<p><strong>ESTROFE 05:</strong></p>

<p>Tem que ser nordestino cabra macho
Pra na cerca fazer um <strong>passador</strong>
Com as ervas inventar um <strong>lambedor</strong>
Preparar <strong>nó de porco</strong> e <strong>barbicacho</strong>
<strong>Perseguir passarinho com um facho</strong>
Botar uma <strong>careta</strong> em <strong>marrueiro</strong>
Com a <strong>canga</strong> prender <strong>pai de chiqueiro</strong>
Pra na cerca dos outros não caber
Tem que ser nordestino pra saber
Dar valor o nordeste brasileiro</p>

<p><strong>ANÁLISE:</strong></p>

<p>• <strong>Passador</strong> ou passadiço é uma estrutura semelhante ao uma pequena escada, geralmente feita de madeira rústica e montada sobre uma cerca de arame farpado, para permitir que uma pessoa passe de um terreno para o outro sem precisar se deslocar até a entrada desse espaço delimitado</p>

<p><img src="https://scontent.fjdo1-1.fna.fbcdn.net/v/t39.30808-6/624903317_1354571420046526_1335732399496495994_n.jpg?stp=dst-jpg_p526x296_tt6&amp;_nc_cat=101&amp;ccb=1-7&amp;_nc_sid=7b2446&amp;_nc_ohc=zEPjKbVAVRcQ7kNvwE_m-dG&amp;_nc_oc=AdrDlXJjoB5EuXg7a6pSld5oe8kWKsNgQgKY8USdJp9FokG_IiFtDV6CjIsfUs63gVYR-WKS7mTBHfLSWhNshm8G&amp;_nc_zt=23&amp;_nc_ht=scontent.fjdo1-1.fna&amp;_nc_gid=3egPWTJILC7aJrKMxfSlJg&amp;_nc_ss=7a389&amp;oh=00_Af2MoF7k7XTiPQDJTLj9Sv71HVHxIwvMK76dWgiC2vdSrg&amp;oe=69D458C3" alt="Foto colorida da estrutura comentada"></p>

<p>• <strong>Lambedor</strong> é um xarope natural e caseiro feito com mel, plantas medicinais, especiarias e etc, para o tratamento de tosse e outros sintomas de gripe, principalmente.</p>

<p>• <strong>Nó de porco</strong> (também chamado de volta do fiel) e <strong>barbicacho</strong> são tipos de nós usados para amarrar cargas e animais. Barbicacho também pode se referir ao laço que passa por baixo do queixo para prender o chapéu a cabeça.</p>

<p>• <strong>Perseguir passarinho com um facho</strong> é uma técnica de caça de subsistência ou captura de animais, onde se utiliza uma lanterna (ou outra fonte de luz) para ofuscar a visão de pássaros a noite e facilitar a apreensão.</p>

<p>• <strong>Careta</strong> é um anteparo, uma máscara, confeccionada geralmente em couro, utilizada para cobrir os olhos de animais defensivos e/ou reativos e facilitar sua condução, protegendo as pessoas e o próprio animal. <strong>Marrueiro</strong> inclusive refere-se a um touro bravo, não domado.</p>

<p><img src="https://www.acessepiaui.com.br/images/colunas2/2409/Gado.JPG" alt="Foto colorida de um bovino caramelo usando uma careta de couro, sendo conduzido por uma corda por um vaqueiro a cavalo com um cachorro ao lado,, por uma estrada de terra"></p>

<p>• <strong>Canga</strong> ou cangalha é uma estrutura feita com madeira de galhos de árvores, formando como se fosse um triangulo ao redor do pescoço ods animais, para evitar que eles passem por entre os arames dos cercados. O <strong>pai de chiqueiro</strong> é o nome dado ao macho caprino adulto, o bode reprodutor da criação, que muitas vezes tenta passar da cerca em busca de fêmeas no cio, por exemplo.</p>

<p><img src="https://scontent.fjdo1-1.fna.fbcdn.net/v/t39.30808-6/484035165_1002060762020125_3814792422414395519_n.jpg?stp=cp6_dst-jpg_p526x296_tt6&amp;_nc_cat=101&amp;ccb=1-7&amp;_nc_sid=7b2446&amp;_nc_ohc=w2Rr1vwN9qMQ7kNvwGXkdJz&amp;_nc_oc=Adq0Dm4lDMFZuPiwx27yDvTrU1QFjt8vdAO0HY27_8Nc2qr34w2B9shwK26f50ARQvtAeYH88O_uqxRd7gWwEe2t&amp;_nc_zt=23&amp;_nc_ht=scontent.fjdo1-1.fna&amp;_nc_gid=FVp-GGsjlsbQ0jsRa5Ag4g&amp;_nc_ss=7a389&amp;oh=00_Af3tHMFH9pxlby8FROvz_Ckfxz--_ADGMlW_bEpVepG8yw&amp;oe=69D43092" alt="Foto colorida de vários caprinos de tamanhos e cores variadas usando cangas no pescoço"></p>

<p>Até a próxima estrofe!</p>
]]></content:encoded>
      <author>De tão poeta morreu pobre</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/lnio7dmab6</guid>
      <pubDate>Thu, 02 Apr 2026 12:43:49 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sugestões para leitura de abril no CLEC</title>
      <link>https://lacra.ia.br/alineonline/sugestoes-para-leitura-de-abril-no-clec</link>
      <description>&lt;![CDATA[Redemoinho em dia quente, de Jarid Arraes&#xA;&#xA;Uma senhora católica encontra uma sacola com pílulas suspeitas e decide experimentar um barato que a leva até o padre Cícero, uma lavadeira tenta entender os desejos da filha, uma mototáxi tenta começar um novo trabalho e enfrenta os desafios que seu gênero representa ― Jarid Arraes narra a vida de mulheres com exatidão, potência e uma voz única na literatura brasileira contemporânea.&#xA;&#xA;&#34;O leitor se surpreenderá com a originalidade e a fluência da voz que aqui, nestes contos, enfrenta e revela o emaranhado de contradições que cada um de nós carrega.&#34; – Maria Valéria Rezende&#xA;&#xA;Vencedor de melhor livro de contos pelo APCA 2019.&#xA;&#xA;De onde eles vêm, de Jeferson Tenório&#xA;&#xA;O romance acompanha Joaquim, um estudante de Letras em Porto Alegre nos anos 2000, um dos primeiros cotistas a entrar na universidade pública. Entre o cuidado com a avó doente, o desemprego e o preconceito, ele tenta se manter firme em seu amor pelos livros.&#xA;&#xA;A obra mostra como o racismo e a desigualdade moldam trajetórias, mas também como a literatura pode ser uma forma de resistência e cura.&#xA;&#xA;Puro, de Nara Vidal&#xA;&#xA;Na década de 1930, Santa Graça, em Minas Gerais, poderia ser um vilarejo idílico, “referência de virtude e limpeza no território nacional” — e é nisso que alguns de seus habitantes estão tentando transformá-la. O casarão onde vivem Lázaro, menino de seus quinze anos, e as três velhas que o adotaram quando bebê abandonado é o epicentro desta narrativa que toma rumos cada vez mais surpreendentes. Neste novo romance, Nara Vidal explora, com a maturidade de quem está acostumada a tecer histórias em diversos gêneros, temas duros, sem ter medo de colocar no papel as ações e os pensamentos mais desafiadores de seus personagens.&#xA;&#xA;Com uma prosa direta, Nara Vidal envolve os personagens no contexto histórico do fortalecimento do movimento eugenista brasileiro, num romance inovador e, acima de tudo, corajoso.&#xA;&#xA;Clube de Leitura Escambo Cultural]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Redemoinho em dia quente, de Jarid Arraes</strong></p>

<p>Uma senhora católica encontra uma sacola com pílulas suspeitas e decide experimentar um barato que a leva até o padre Cícero, uma lavadeira tenta entender os desejos da filha, uma mototáxi tenta começar um novo trabalho e enfrenta os desafios que seu gênero representa ― Jarid Arraes narra a vida de mulheres com exatidão, potência e uma voz única na literatura brasileira contemporânea.</p>

<p>“O leitor se surpreenderá com a originalidade e a fluência da voz que aqui, nestes contos, enfrenta e revela o emaranhado de contradições que cada um de nós carrega.” – Maria Valéria Rezende</p>

<p>Vencedor de melhor livro de contos pelo APCA 2019.</p>

<p><strong>De onde eles vêm, de Jeferson Tenório</strong></p>

<p>O romance acompanha Joaquim, um estudante de Letras em Porto Alegre nos anos 2000, um dos primeiros cotistas a entrar na universidade pública. Entre o cuidado com a avó doente, o desemprego e o preconceito, ele tenta se manter firme em seu amor pelos livros.</p>

<p>A obra mostra como o racismo e a desigualdade moldam trajetórias, mas também como a literatura pode ser uma forma de resistência e cura.</p>

<p><strong>Puro, de Nara Vidal</strong></p>

<p>Na década de 1930, Santa Graça, em Minas Gerais, poderia ser um vilarejo idílico, “referência de virtude e limpeza no território nacional” — e é nisso que alguns de seus habitantes estão tentando transformá-la. O casarão onde vivem Lázaro, menino de seus quinze anos, e as três velhas que o adotaram quando bebê abandonado é o epicentro desta narrativa que toma rumos cada vez mais surpreendentes. Neste novo romance, Nara Vidal explora, com a maturidade de quem está acostumada a tecer histórias em diversos gêneros, temas duros, sem ter medo de colocar no papel as ações e os pensamentos mais desafiadores de seus personagens.</p>

<p>Com uma prosa direta, Nara Vidal envolve os personagens no contexto histórico do fortalecimento do movimento eugenista brasileiro, num romance inovador e, acima de tudo, corajoso.</p>

<p><a href="https://lacra.ia.br/8bhot8liji" rel="nofollow">Clube de Leitura Escambo Cultural</a></p>
]]></content:encoded>
      <author>Plantinhas do meu jardim digital</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/fb1h1vx0t7</guid>
      <pubDate>Sat, 28 Mar 2026 11:58:43 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O copo está sempre meio</title>
      <link>https://lacra.ia.br/vitu/o-copo-esta-sempre-meio</link>
      <description>&lt;![CDATA[Maldita seja a distância, que me separa de seus abraços&#xA;Porém, benditos sejam os caminhos que me levam a você&#xA;Abençoados sejam cada um de meus passos&#xA;&#xA;Cruéis são as fotografias, que não capturam sua divindade&#xA;Entretanto, gloriosas são as linhas de seu sorriso&#xA;A sublime causa da minha felicidade&#xA;&#xA;Abominável o homem que inventou os mensageiros&#xA;Todavia, venturosas são tuas palavras &#xA;Magnificas são as letras nas quais me deleito&#xA;&#xA;Perversa é a saudade que caminha ao meu lado&#xA;Mas, felizardo sou eu &#xA;E minha certeza de ser amado. &#xA;&#xA;Para Ana Letícia&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Maldita seja a distância, que me separa de seus abraços
Porém, benditos sejam os caminhos que me levam a você
Abençoados sejam cada um de meus passos</p>

<p>Cruéis são as fotografias, que não capturam sua divindade
Entretanto, gloriosas são as linhas de seu sorriso
A sublime causa da minha felicidade</p>

<p>Abominável o homem que inventou os mensageiros
Todavia, venturosas são tuas palavras
Magnificas são as letras nas quais me deleito</p>

<p>Perversa é a saudade que caminha ao meu lado
Mas, felizardo sou eu
E minha certeza de ser amado.</p>

<p><em>Para Ana Letícia</em></p>
]]></content:encoded>
      <author>De tão poeta morreu pobre</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/7mlqn017e7</guid>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2026 20:48:52 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Escambo Cultural </title>
      <link>https://lacra.ia.br/alineonline/escambo-cultural</link>
      <description>&lt;![CDATA[Centro cultural em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma vez por mês ele recebe a roda de conversa do clube de leitura.&#xA;&#xA;Leituras 2026&#xA;&#xA;Março - O som do rugido da onça, de Micheliny Verunschk.&#xA;&#xA;Sugestões para abril&#xA;&#xA;📚 Estante&#xA; &#xA;Material&#xA;&#xA;Milton Hatoum, autor de Dois Irmãos. Entrevista ao Roda Viva em 08/12/2025. YouTube, 1h19m. Vídeo.&#xA;&#xA;Leitura]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Centro cultural em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma vez por mês ele recebe a roda de conversa do clube de leitura.</p>

<h2 id="leituras-2026">Leituras 2026</h2>

<p>Março – O som do rugido da onça, de Micheliny Verunschk.</p>

<p><a href="https://lacra.ia.br/alineonline/sugestoes-para-leitura-de-abril-no-clec" rel="nofollow">Sugestões para abril</a></p>

<p>📚 <a href="https://lacra.ia.br/to0jvqumki" rel="nofollow">Estante</a></p>

<h2 id="material">Material</h2>

<p>Milton Hatoum, autor de Dois Irmãos. Entrevista ao Roda Viva em 08/12/2025. YouTube, 1h19m. <a href="https://www.youtube.com/live/BJnH65C-lDU?si=s5EaxztXxsf2GFe0" rel="nofollow">Vídeo.</a></p>

<p><a href="https://lacra.ia.br/alineonline/leitura" rel="nofollow">Leitura</a></p>
]]></content:encoded>
      <author>Plantinhas do meu jardim digital</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/8bhot8liji</guid>
      <pubDate>Sat, 21 Mar 2026 15:57:05 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Voz e luz</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fabianny/bvoz-e-luz-b</link>
      <description>&lt;![CDATA[bVoz e luz/b&#xA;&#xA;Um pouco de voz&#xA;Um pouco de luz&#xA;Tudo que me falta&#xA;Tudo que me exclui&#xA;Um pouco de nós &#xA;Afasta quem fui&#xA;A mão que me cala&#xA;Na contraluz do véu&#xA;&#xA;Tenho tanto pra dizer &#xA;Mas no hora não sai&#xA;Tento me entender&#xA;Tento achar minha paz&#xA;Tento me esquecer&#xA;São memórias demais&#xA;E a mundo não para&#xA;O mundo não para&#xA;&#xA;Vejo bem você&#xA;E ancoro no cais&#xA;Mas a noite o mar&#xA;Leva o breu e desfaz&#xA;Fecho os olhos pra ver&#xA;E escutar minha voz&#xA;Mas o vida não para&#xA;O vida não para de passar&#xA;&#xA;E a mundo não para&#xA;O mundo não para de girar&#xA;&#xA;Ouça minha voz&#xA;Sinta minha luz&#xA;Não deixe que eu&#xA;Me perca no mar&#xA;&#xA;Com meu pouco de voz e luz&#xA;Um pouco de voz e luz  ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><b>Voz e luz</b></p>

<p>Um pouco de voz
Um pouco de luz
Tudo que me falta
Tudo que me exclui
Um pouco de nós
Afasta quem fui
A mão que me cala
Na contraluz do véu</p>

<p>Tenho tanto pra dizer
Mas no hora não sai
Tento me entender
Tento achar minha paz
Tento me esquecer
São memórias demais
E a mundo não para
O mundo não para</p>

<p>Vejo bem você
E ancoro no cais
Mas a noite o mar
Leva o breu e desfaz
Fecho os olhos pra ver
E escutar minha voz
Mas o vida não para
O vida não para de passar</p>

<p>E a mundo não para
O mundo não para de girar</p>

<p>Ouça minha voz
Sinta minha luz
Não deixe que eu
Me perca no mar</p>

<p>Com meu pouco de voz e luz
Um pouco de voz e luz</p>
]]></content:encoded>
      <author>meu sorriso é uma faca que corta essa introversão</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/hm0uxbsp67</guid>
      <pubDate>Sun, 15 Mar 2026 21:15:01 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Bebendo na fonte do Pajeú das Flores:</title>
      <link>https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores-b2wp</link>
      <description>&lt;![CDATA[“Tem que ser nordestino pra saber/dar valor ao Nordeste brasileiro” — Sebastião da Silva e Waldir Teles [PARTE 4]&#xA;&#xA;Essa é a quarta parte da análise, caso não tenha lido as anteriores:&#xA; &#xA;1ª estrofe&#xA;2ª estrofe&#xA;3ª estrofe&#xA;&#xA;ESTROFE 04&#xA;&#xA;Nordestino é de raça curiosa&#xA;Compreende o amiudar do galo&#xA;Cedo aprende a fazer cuscuz de ralo&#xA;Colher fruta de palma saborosa&#xA;Separar manga espada, manga rosa&#xA;Curar dores com sebo de carneiro &#xA;Muito crente chamar de curandeiro&#xA;E roubar santo na seca pra chover&#xA;Tem que ser nordestino pra saber &#xA;Dar valor ao Nordeste brasileiro&#xA;&#xA;ANÁLISE:&#xA;&#xA;• Amiúde pode significar “Que ocorre de maneira repetida; frequente”, como Zé Ramalho também usa em &#34;Chão de Giz&#34; pra se referir aos jornais de folha, então, o amiudar do galo pode-se compreender como o canto rotineiro de toda manhã.&#xA;&#xA;• Cuscuz de ralo é aquele que é feito do milho ralado na hora.&#xA;&#xA;Foto colorida de um homem sentado ao ar livre em um banco rústico de madeira, ralando espigas de milho num ralador metálico cujo produto cai em uma bacia de metal a sua frente. Ele usa boné, camisa de manga longa laranja, calça jeans escura e botas&#xA;&#xA;• A mais famosa fruta de palma é conhecida como figo-da-índia (Opuntia ficus-indica)&#xA;&#xA;Foto colorida da planta mencionada, uma cactácea (palma) com vários frutos amarelados no topo dos cladódios&#xA;&#xA;• O sebo ou gordura dos ovinos era utilizada para tratamento de machucados e dores. Se priorizava a obtenção da gordura visceral, sobretudo a da glândula adrenal, responsável pela produção do cortisol, que por sua vez tem função anti-inflamatória, regulando o sistema imunológico, então talvez daí venha o princípio ativo. Os lipídios por si só podem interagir com as membranas celulares dos microorganismos impedindo sua proliferação, além de proteger ferimentos do contato com o ar e sujidades e hidratar a pele, por isso usada até hoje como medicamento e cosmético.&#xA;&#xA;• Uma tradição antiga de roubar uma imagem de São José, o “padroeiro da chuva”, até o fim do período chuvoso, para que o santo não abandonasse os sertanejos e a colheita fosse produtiva, depois sendo devolvido ao seu local original.&#xA;&#xA;Foto de tom avermelhado de várias pessoas numa procissão carregando velas e uma imagem de São José&#xA;&#xA;Até a próxima estrofe! ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Tem que ser nordestino pra saber/dar valor ao Nordeste brasileiro” — Sebastião da Silva e Waldir Teles [PARTE 4]</strong></p>

<p><em>Essa é a quarta parte da análise, caso não tenha lido as anteriores:</em></p>

<p><a href="https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores" rel="nofollow">1ª estrofe</a>
<a href="https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores-b583" rel="nofollow">2ª estrofe</a>
<a href="https://lacra.ia.br/vitu/bebendo-na-fonte-do-pajeu-das-flores-dkvd" rel="nofollow">3ª estrofe</a></p>

<p><strong>ESTROFE 04</strong></p>

<p>Nordestino é de raça curiosa
Compreende o <strong>amiudar do galo</strong>
Cedo aprende a fazer <strong>cuscuz de ralo</strong>
Colher <strong>fruta de palma</strong> saborosa
Separar <strong>manga espada, manga rosa</strong>
Curar dores com <strong>sebo de carneiro</strong>
Muito crente chamar de curandeiro
E <strong>roubar santo na seca pra chover</strong>
Tem que ser nordestino pra saber
Dar valor ao Nordeste brasileiro</p>

<p><strong>ANÁLISE:</strong></p>

<p>• <strong>Amiúde</strong> pode significar “Que ocorre de maneira repetida; frequente”, como Zé Ramalho também usa em “Chão de Giz” pra se referir aos jornais de folha, então, o amiudar do galo pode-se compreender como o canto rotineiro de toda manhã.</p>

<p>• <strong>Cuscuz</strong> de ralo é aquele que é feito do milho ralado na hora.</p>

<p><img src="https://i.ytimg.com/vi/topRuHxQ8Pc/hqdefault.jpg" alt="Foto colorida de um homem sentado ao ar livre em um banco rústico de madeira, ralando espigas de milho num ralador metálico cujo produto cai em uma bacia de metal a sua frente. Ele usa boné, camisa de manga longa laranja, calça jeans escura e botas"></p>

<p>• A mais famosa <strong>fruta de palma</strong> é conhecida como figo-da-índia (<em>Opuntia ficus-indica</em>)</p>

<p><img src="https://paisefilhos.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Opuntia-ficus.jpg" alt="Foto colorida da planta mencionada, uma cactácea (palma) com vários frutos amarelados no topo dos cladódios"></p>

<p>• O <strong>sebo</strong> ou gordura dos ovinos era utilizada para tratamento de machucados e dores. Se priorizava a obtenção da gordura visceral, sobretudo a da glândula adrenal, responsável pela produção do cortisol, que por sua vez tem função anti-inflamatória, regulando o sistema imunológico, então talvez daí venha o princípio ativo. Os lipídios por si só podem interagir com as membranas celulares dos microorganismos impedindo sua proliferação, além de proteger ferimentos do contato com o ar e sujidades e hidratar a pele, por isso usada até hoje como medicamento e cosmético.</p>

<p>• Uma tradição antiga de <strong>roubar</strong> uma imagem de São José, o “padroeiro da chuva”, até o fim do período chuvoso, para que o santo não abandonasse os sertanejos e a colheita fosse produtiva, depois sendo devolvido ao seu local original.</p>

<p><img src="https://obeabadosertao.com.br/UserFiles/Image/religiosos/eventos/conceicao_pb_furto_do_santo_465b.jpg" alt="Foto de tom avermelhado de várias pessoas numa procissão carregando velas e uma imagem de São José"></p>

<p>Até a próxima estrofe!</p>
]]></content:encoded>
      <author>De tão poeta morreu pobre</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/1snczl96qh</guid>
      <pubDate>Sun, 15 Mar 2026 10:27:23 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Let it be peace</title>
      <link>https://lacra.ia.br/vitu/let-it-be-peace</link>
      <description>&lt;![CDATA[Antes de ler: este texto é baseado na poesia &#34;slam&#34; OCD de Neil Hilborn onde ele versa sobre como é se apaixonar tendo TOC, adaptando para a minha visão que tenho transtorno de ansiedade.&#xA;&#xA;Desde a primeira vez que eu soube da sua existência, as minhas várias previsões de futuros fodidos cessaram imediatamente.&#xA;Todos os arrependimentos por tudo que fiz ou deixei de fazer, assim como os desejos de finitude simplesmente sumiram.&#xA;Quando você tem ansiedade generalizada vive sempre rodeado de demônios. Mesmo antes de dormir, deitado confortavelmente na minha própria cama, na segurança do meu próprio quarto, circundado de várias paredes com vários centímetros de alvenaria, eu estou sempre pensando:&#xA;&#xA;E amanhã?&#xA;E ontem?&#xA;E aquele &#34;sim&#34; que ignorei?&#xA;E aquele &#34;não&#34; que minto para mim mesmo dizendo que superei?&#xA;&#xA;Mas quando eu a vi, tudo que vinha a minha cabeça eram aqueles olhos. Nem passado, nem futuro, nem oportunidades perdidas, nem erros cometidos: eram apenas eu, o aqui, o agora e aqueles olhos, envoltos numa despretensão contraditória para alguém tão próximo da perfeição.&#xA;Eu sabia que devia falar com ela. &#xA;E eu falei como sabia falar, como conseguia falar. Não eram coisas bonitas, mas por algum motivo ela achou lindo. Eu achava lindo tudo nela. &#xA;E naquele momento eu soube que faria qualquer coisa por aquela mulher. &#xA;Por ela eu parei de me preocupar que não sou suficiente.&#xA;Por ela eu comecei a gostar mais de mim.&#xA;Por ela eu me sinto confortável dentro da minha pele.&#xA;Por ela eu durmo feliz em acordar no dia seguinte.&#xA;Por ela eu aprendi a conversar e perdi o medo de notificações no meu telefone.&#xA;Por ela eu pauso a música que preenche o vazio da minha cabeça, pra ouvir a voz que só ela tem que preenche não só meus pensamentos, mas também o meu sentir.&#xA;Por ela eu tive cuidado comigo pela primeira vez.&#xA;Por ela eu voltei a sair de casa e enfrentar de peito aberto o sol draconiano que paira sobre nossas cabeças.&#xA;Por ela eu parei de odiar meus sonhos acordados.&#xA;Por ela eu passei a sonhar acordado ainda mais.&#xA;Por ela eu acordo dos meus sonhos mais deliciosos.&#xA;Porque com ela, pela primeira vez, a realidade é melhor que o sonhar.&#xA;&#xA;Para Ana Letícia&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><em>Antes de ler: este texto é baseado na poesia “slam” <a href="https://youtu.be/vnKZ4pdSU-s?si=cimpf3rt_jWmowyg" rel="nofollow">OCD de Neil Hilborn</a> onde ele versa sobre como é se apaixonar tendo TOC, adaptando para a minha visão que tenho transtorno de ansiedade.</em></p>

<p>Desde a primeira vez que eu soube da sua existência, as minhas várias previsões de futuros fodidos cessaram imediatamente.
Todos os arrependimentos por tudo que fiz ou deixei de fazer, assim como os desejos de finitude simplesmente sumiram.
Quando você tem ansiedade generalizada vive sempre rodeado de demônios. Mesmo antes de dormir, deitado confortavelmente na minha própria cama, na segurança do meu próprio quarto, circundado de várias paredes com vários centímetros de alvenaria, eu estou sempre pensando:</p>

<p>E amanhã?
E ontem?
E aquele “sim” que ignorei?
E aquele “não” que minto para mim mesmo dizendo que superei?</p>

<p>Mas quando eu a vi, tudo que vinha a minha cabeça eram aqueles olhos. Nem passado, nem futuro, nem oportunidades perdidas, nem erros cometidos: eram apenas eu, o aqui, o agora e aqueles olhos, envoltos numa despretensão contraditória para alguém tão próximo da perfeição.
Eu sabia que devia falar com ela.
E eu falei como sabia falar, como conseguia falar. Não eram coisas bonitas, mas por algum motivo ela achou lindo. Eu achava lindo tudo nela.
E naquele momento eu soube que faria qualquer coisa por aquela mulher.
Por ela eu parei de me preocupar que não sou suficiente.
Por ela eu comecei a gostar mais de mim.
Por ela eu me sinto confortável dentro da minha pele.
Por ela eu durmo feliz em acordar no dia seguinte.
Por ela eu aprendi a conversar e perdi o medo de notificações no meu telefone.
Por ela eu pauso a música que preenche o vazio da minha cabeça, pra ouvir a voz que só ela tem que preenche não só meus pensamentos, mas também o meu sentir.
Por ela eu tive cuidado comigo pela primeira vez.
Por ela eu voltei a sair de casa e enfrentar de peito aberto o sol draconiano que paira sobre nossas cabeças.
Por ela eu parei de odiar meus sonhos acordados.
Por ela eu passei a sonhar acordado ainda mais.
Por ela eu acordo dos meus sonhos mais deliciosos.
Porque com ela, pela primeira vez, a realidade é melhor que o sonhar.</p>

<p><em>Para Ana Letícia</em></p>
]]></content:encoded>
      <author>De tão poeta morreu pobre</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/q03vvj8fdw</guid>
      <pubDate>Sun, 08 Mar 2026 20:04:56 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sonhos 2</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fabianny/eu-posso-deitar-fechar-meus-olhos-e-esquecer-tudo-que-me-assombra-tudo-que</link>
      <description>&lt;![CDATA[bSonhos 2/b&#xA;&#xA;Eu posso deitar, fechar meus olhos e esquecer: tudo que me assombra, tudo que me desabona, tudo que me desaprova. ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><b>Sonhos 2</b></p>

<p>Eu posso deitar, fechar meus olhos e esquecer: tudo que me assombra, tudo que me desabona, tudo que me desaprova.</p>
]]></content:encoded>
      <author>meu sorriso é uma faca que corta essa introversão</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/i6lfcazz5e</guid>
      <pubDate>Sun, 08 Mar 2026 17:30:11 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sonhos</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fabianny/bsonhos-b</link>
      <description>&lt;![CDATA[bSonhos/b&#xA;&#xA;Eu tentei te encontrar&#xA;Em meus sonhos&#xA;Mas você não estava lá. ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><b>Sonhos</b></p>

<p>Eu tentei te encontrar
Em meus sonhos
Mas você não estava lá.</p>
]]></content:encoded>
      <author>meu sorriso é uma faca que corta essa introversão</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/amun1qf1d3</guid>
      <pubDate>Sat, 28 Feb 2026 22:50:13 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Estação lunar</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fabianny/bestacao-lunar-b</link>
      <description>&lt;![CDATA[bEstação lunar/b&#xA;&#xA;Alo estação&#xA;Alguém na escuta?&#xA;Temo que não&#xA;A mensagem é curta:&#xA;&#xA;“Estou suspensa no espaço &#xA;Sem estação pra ancorar&#xA;Minha nave plana muito alto&#xA;Sem um mapa estelar&#xA;Eu me perco e eu me acho&#xA;Mas sem ter pra onde voltar&#xA;Minha missão é um passo em falso&#xA;Quem virá me resgatar?”&#xA;&#xA;Estação lunar&#xA;Solicito resgate&#xA;Se alguém me escutar&#xA;Segue minha mensagem:&#xA;&#xA;“O infinito me olhou e o encarei&#xA;Vaguei entre estrelas e apaguei&#xA;Em meio a imensidão desvaneci&#xA;Quem me escutar me encontre aqui”.&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><b>Estação lunar</b></p>

<p>Alo estação
Alguém na escuta?
Temo que não
A mensagem é curta:</p>

<p>“Estou suspensa no espaço
Sem estação pra ancorar
Minha nave plana muito alto
Sem um mapa estelar
Eu me perco e eu me acho
Mas sem ter pra onde voltar
Minha missão é um passo em falso
Quem virá me resgatar?”</p>

<p>Estação lunar
Solicito resgate
Se alguém me escutar
Segue minha mensagem:</p>

<p>“O infinito me olhou e o encarei
Vaguei entre estrelas e apaguei
Em meio a imensidão desvaneci
Quem me escutar me encontre aqui”.</p>
]]></content:encoded>
      <author>meu sorriso é uma faca que corta essa introversão</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/z9d9gdx5j2</guid>
      <pubDate>Tue, 24 Feb 2026 01:12:53 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Nós, latino-americanos</title>
      <link>https://lacra.ia.br/alineonline/nos-latino-americanos</link>
      <description>&lt;![CDATA[Andei lendo debates sobre a identidade latino-americana de brasileiros.  Eu, como moradora da Zona Oeste, entendo bem esse movimento tô dentro - tô fora: quando se fala em &#34;carioca&#34;, fala-se de quem? Depende de quem fala, para, quando e de onde fala. &#xA;&#xA;Nós, latino-americanos&#xA;&#xA;Somos todos irmãos&#xA;mas não porque tenhamos&#xA;a mesma mãe e o mesmo pai:&#xA;temos é o mesmo parceiro&#xA;que nos trai. Somos todos irmãos&#xA;não porque dividamos&#xA;o mesmo teto e a mesma mesa:&#xA;divisamos a mesma espada&#xA;sobre nossa cabeça.&#xA;&#xA;Somos todos irmãos&#xA;não porque tenhamos&#xA;o mesmo braço, o mesmo sobrenome:&#xA;temos um mesmo trajeto&#xA;de sanha e fome. Somos todos irmãos&#xA;não porque seja o mesmo sangue&#xA;que no corpo levamos:&#xA;o que é o mesmo é o modo&#xA;como o derramamos.&#xA;&#xA;Ferreira Gullar. In: Barulhos (1989)&#xA;&#xA; &#xA;&#xA;Latino - Disstantes&#xA;&#xA;https://song.link/y/W9LfkZGHtEY&#xA;Vídeo. Apresentação ao vivo. 2:55&#xA; &#xA;---&#xA;vídeos &#xA;Não foi só música. Canal @valerumlivro. Tatiany Leite mostra livros que dialogam com a apresentação de Bad Bunny no Super Cumbuca.&#xA;&#xA;série América Latina. Canal @Normose&#xA;&#xA;América Latina é uma farsa&#xA;&#xA;América Latina é invenção do Silvio Santos&#xA;&#xA;música&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Andei lendo debates sobre a identidade latino-americana de brasileiros.  Eu, como moradora da Zona Oeste, entendo bem esse movimento tô dentro – tô fora: quando se fala em “carioca”, fala-se de quem? Depende de quem fala, para, quando e de onde fala.
___</p>

<h2 id="nós-latino-americanos">Nós, latino-americanos</h2>

<p>Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai. Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.</p>

<p>Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo braço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome. Somos todos irmãos
não porque seja o mesmo sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.</p>

<p>Ferreira Gullar. In: Barulhos (1989)</p>

<p>___</p>

<h2 id="latino-disstantes">Latino – Disstantes</h2>

<p><a href="https://song.link/y/W9LfkZGHtEY" rel="nofollow">https://song.link/y/W9LfkZGHtEY</a>
Vídeo. Apresentação ao vivo. 2:55</p>

<hr>

<h2 id="vídeos">vídeos</h2>
<ul><li><p><a href="https://youtu.be/qibEwegbsIo?si=k_9rjpEqul2eT21u" rel="nofollow">Não foi só música</a>. Canal @valerumlivro. Tatiany Leite mostra livros que dialogam com a apresentação de Bad Bunny no Super Cumbuca.</p></li>

<li><p>série América Latina. Canal @Normose_</p></li></ul>

<p><a href="https://song.link/rqdjq6nrfqsnw" rel="nofollow">América Latina é uma farsa</a></p>

<p><a href="https://mylink.page/normose-silvio" rel="nofollow">América Latina é invenção do Silvio Santos</a></p>

<p>#música</p>
]]></content:encoded>
      <author>Plantinhas do meu jardim digital</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/9kn57dnvoe</guid>
      <pubDate>Sun, 15 Feb 2026 13:10:16 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Rosa do deserto depois da poda. Os galhos da base começaram a encorpar.</title>
      <link>https://lacra.ia.br/alineonline/a-href-ibb-co-pgzvh4qximg-src-i-ibb-co-pgzvh4qx-jtx-326896203138286673-jpg</link>
      <description>&lt;![CDATA[Rosa do deserto depois da poda. Os galhos da base começaram a encorpar.&#xA;&#xA;a href=&#34;https://ibb.co/PGzvH4Qx&#34;img src=&#34;https://i.ibb.co/PGzvH4Qx/jtx-326896203138286673.jpg&#34; alt=&#34;jtx-326896203138286673&#34; border=&#34;0&#34;/a&#xA;&#xA;---&#xA;Rosa do deserto]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Rosa do deserto depois da poda. Os galhos da base começaram a encorpar.</p>

<p><a href="https://ibb.co/PGzvH4Qx" rel="nofollow"><img src="https://i.ibb.co/PGzvH4Qx/jtx-326896203138286673.jpg" alt="jtx-326896203138286673"></a></p>

<hr>

<p><a href="https://lacra.ia.br/l1rynwbg2f" rel="nofollow">Rosa do deserto</a></p>
]]></content:encoded>
      <author>Plantinhas do meu jardim digital</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/ly3965lu4h</guid>
      <pubDate>Thu, 05 Feb 2026 13:57:34 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>auto hospedagem solar caseira</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fidarossa/autohospedagem-solar-caseira</link>
      <description>&lt;![CDATA[Ainda quero construir um brinquedo desses aqui em casa:&#xA;https://dri.es/my-solar-powered-and-self-hosted-website&#xA;&#xA;A propósito, já tem mais de 10 anos que tenho dois computadorzinhos do tipo #sbc (computador de placa única), que vivem na eterna espera do dia que vou poder me dedicar a isso.&#xA;&#xA;Depois que conheci a preca.rio.br, fiquei instigado a deixar de esperar, fazer do jeito que der e ver no que isso vai dá.&#xA;&#xA;#autohospedagem #solar #caseira&#xA;#selfhost #selfhosting]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ainda quero construir um brinquedo desses aqui em casa:
<a href="https://dri.es/my-solar-powered-and-self-hosted-website" rel="nofollow">https://dri.es/my-solar-powered-and-self-hosted-website</a></p>

<p>A propósito, já tem mais de 10 anos que tenho dois computadorzinhos do tipo #sbc (computador de placa única), que vivem na eterna espera do dia que vou poder me dedicar a isso.</p>

<p>Depois que conheci a <a href="https://preca.rio.br/" rel="nofollow">preca.rio.br</a>, fiquei instigado a deixar de esperar, fazer do jeito que der e ver no que isso vai dá.</p>

<p>#autohospedagem #solar #caseira
#selfhost #selfhosting</p>
]]></content:encoded>
      <author>fidarossa</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/8j06uhyr1s</guid>
      <pubDate>Sun, 01 Feb 2026 22:04:35 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre os Clássicos</title>
      <link>https://lacra.ia.br/autoramjluna/sobre-os-classicos</link>
      <description>&lt;![CDATA[ &#xA;Sobre os Clássicos&#xA;&#xA;Mesmo que tenha crescido numa casa com muitos livros, clássicos em sua maioria, acho que sempre tive a impressão de que essas obras &#34;não eram pra mim&#34;. Fosse pelo simples fato de que Percy Jackson soava muito mais legal ou porque parecia lógico que nenhum deles falaria nada que me interessasse. Assim, cheguei à vida adulta com centenas de livros lidos nas costas, mas os poucos clássicos que lera, integralmente, restringiam-se à minha primeira infância em que muito mais rabiscava os livros do que lia. &#xA;&#xA;Não consigo lembrar bem dessas obras que me acompanharam enquanto era alfabetizada, o micro-cânone disponível na estante dos meus pais era recheado de tremas, cousas e pharmacias. Adulta, parecia que me faltava muito para ousar tocar empeças tão sagradas da literatura. Precisava ler mais, muito mais, sobre incontáveis coisas, antes de sequer pensar em compreender a profundidade de O Cortiço ou um Dom Casmurro. &#xA;&#xA;Em algum ponto da vida, clássicos começaram a significar duas coisas para mim: velho e complicado. Que criança leria qualquer coisa apresentada dessa forma? Eu certamente não, o que é irônico, já que o primeiro livro que me lembro de pegar na vida foi Dom Quixote de la Mancha. Não que eu lembre muito além do fato que gostava muito do livro. &#xA;&#xA;De dois ou três anos para cá, tive a feliz surpresa de descobrir que clássicos são, por definição, para todos. Podem até não ser sua leitura favorita, podem não te tocar como tocaram outros, você tem até o direito de pensar que foi um desperdício do seu tempo e do seu dinheiro aquela obra específica. Mas, como compêndio, é difícil dizer que os clássicos são um único adjetivo de qualidade. Nem só &#34;bons&#34;, nem só &#34;ruins&#34;. Por isso decidi escrever esse texto. &#xA;&#xA;Nasci pobre, numa casa que calhava de ter mais livros do que comida com frequência, nasci como minoria de gênero e nasci brasileira. São todas características que me levaram a crer por muito tempo que nenhum clássico poderia ser para mim. Hoje me identifico também como queer em toda grandeza e nuance dessa palavra. Excêntrica, disruptiva e subversiva sempre que possível. Por muitos anos, ouvi que essas obras não falavam de gente pobre, de gente queer, de gente latinoamericana como eu conhecia. Não os sorrisos plásticos da Paulista, o sol idolatrado de Ipanema, mas as bocas cheias de dentes e fome desse país, as mãos sujas de terra e as costas sempre grudando de suor na camisa em um ônibus apertado. &#xA;&#xA;Creio que muitos de vocês já tenham ouvido isso também — e até acreditado — e escrevo esse texto com a simples intenção de avisar: isso é mentira. &#xA;&#xA;O cânone é, sim, majoritariamente homem, branco e burguês pelo Ocidente inteiro (não ouso opinar no cânone do Oriente, se é que utilizam a mesma terminologia, já que meu contato se limita a dois formalistas russos). Isso se dá, simplesmente, porque nossa sociedade é misógina, racista e capitalista. Nossa literatura não pode se isolar do contexto no qual está inserida, mas ainda pode subverter, questionar e até ousar sonhar com alternativas a esse contexto. &#xA;&#xA;Para além das vozes autorais diversas, tento eu mesma recuperar cada mulher esquecida dentro do gótico com tudo que posso, temos uma infinidade de mundos possíveis. Recentemente li Esfinge, um clássico nacional escrito por Coelho Netto, e esse livro publicado em 1907 elabora sutilmente questões de sexualidade e gênero no calor do Rio de Janeiro. Tudo com um toque de mistério. Na linha da questão da sexualidade temos O Retrato de Dorian Gray (1890), Moby Dick (1851), Carmilla (1872) e até Drácula (1897) como clássicos que retratam a questão (uns como foco, outros por puro preconceito de seus autores). Na crítica à aristocracia há O Vampiro (1819) de Polidori, na crítica à monstruosidade dos homens Frankenstein (1818). &#xA;&#xA;Se Ann Radcliffe escrevia mulheres em padrões conformistas com as noções de gênero de sua época, como vemos em Os Mistérios de Udolpho (1794). Charlotte Dacre nos traz protagonistas cheias de nuance e falhas, impetuosas, e senhoras de suas narrativas em obras como Zofloya or the Moor (1806). Vale ressaltar que ambas desafiavam a norma por simplesmente escreverem suas obras e publicarem. Para tudo que algum clássico não se propõe a ofertar, outro foca exatamente nesse aspecto. &#xA;&#xA;Temos autorias negras muito além de Machado de Assis, que não deve ser esquecido de forma alguma, mas é impossível não trazer Carolina Maria de Jesus com Quarto de Despejo. Temos obras sobre os grandes heróis como Odisseu, mas também temos obras sobre uma Srta. Brill indo visitar o parque num fim de semana qualquer. &#xA;&#xA;Há tantos clássicos quanto há estrelas no céu noturno, não canso de receber indicações do cânone de outros países dos quais nunca ouvi falar. Não canso de problematizar sim a questão do cânone, mas me canso, sim, de ouvir que minha gente é burra demais para essas leituras; canso, sim, de ouvir que minha gente não tem voz ou lugar no passado. Informo, com prazer, que a primeira obra da humanidade de que temos registro, a Epopeia de Gilgamesh, retrata amor entre dois homens. O termo homossexual não existia, mas nós interpretamos o mundo com o repertório que temos, não é mesmo? &#xA;&#xA;Eu comecei a me aventurar pelas veredas do cânone, brasileiro e mundial, há pouquíssimo tempo, o que significa que há ainda mais obras que ainda nem conheci lá fora. Ainda mais vozes, ainda mais representações, ainda mais textos que tentam apagar com frequência. Mulheres, pessoas não-brancas, pessoas queer, pessoas de religiões não cristãs; todos eles, guardados em prateleiras, esperando para serem lidos e lembrados. Para Eagleton (2019) por mais que o livro seja um objeto físico que existe mesmo quando o derrubamos atrás da cômoda e esquecemos lá pelos meses seguintes, o mesmo não pode ser dito do texto. Aí entra um princípio linguístico, todo texto só existe quando é significado, e não existe significação sem decodificação — ou seja, leitura, nesse caso. &#xA;&#xA;Não digo que só se leia as autorias mortas, nem que tais obras são superiores às contemporâneas, só quero lembrar que existem e são nossas, da nossa gente, e nós vamos entender tudo que houver para ser entendido no momento da leitura. O ato de ler não é uma partida rankeada nem um teste do DETRAN, não é decisivo, eu posso ter lido Dom Quixote aos 6 anos de idade e não lembrar nada e posso, também, relê-lo aos 25 e me regozijar no que encontrar. Não existe competição. É ler pelo prazer, ler para escutar o que disseram antes de nós, e quem sabe entender. A vida, seus vizinhos, aquela senhora com pele de raposa no parque, o afeto de dois marinheiros ou simplesmente cores no mundo. Porque também podemos ler, entender, problematizar, não gostar, criticar, e nos apoderar dos clássicos. &#xA;&#xA; ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h1 id="sobre-os-clássicos">Sobre os Clássicos</h1>

<p>Mesmo que tenha crescido numa casa com muitos livros, clássicos em sua maioria, acho que sempre tive a impressão de que essas obras “não eram pra mim”. Fosse pelo simples fato de que <em>Percy Jackson</em> soava muito mais legal ou porque parecia lógico que nenhum deles falaria nada que me interessasse. Assim, cheguei à vida adulta com centenas de livros lidos nas costas, mas os poucos clássicos que lera, integralmente, restringiam-se à minha primeira infância em que muito mais rabiscava os livros do que lia.</p>

<p>Não consigo lembrar bem dessas obras que me acompanharam enquanto era alfabetizada, o micro-cânone disponível na estante dos meus pais era recheado de tremas, cousas e pharmacias. Adulta, parecia que me faltava muito para ousar tocar empeças tão sagradas da literatura. Precisava ler mais, muito mais, sobre incontáveis coisas, antes de sequer pensar em compreender a profundidade de <em>O Cortiço</em> ou um <em>Dom Casmurro</em>.</p>

<p>Em algum ponto da vida, clássicos começaram a significar duas coisas para mim: velho e complicado. Que criança leria qualquer coisa apresentada dessa forma? Eu certamente não, o que é irônico, já que o primeiro livro que me lembro de pegar na vida foi <em>Dom Quixote</em> de la Mancha. Não que eu lembre muito além do fato que gostava muito do livro.</p>

<p>De dois ou três anos para cá, tive a feliz surpresa de descobrir que clássicos são, por definição, para todos. Podem até não ser sua leitura favorita, podem não te tocar como tocaram outros, você tem até o direito de pensar que foi um desperdício do seu tempo e do seu dinheiro aquela obra específica. Mas, como compêndio, é difícil dizer que os clássicos são um único adjetivo de qualidade. Nem só “bons”, nem só “ruins”. Por isso decidi escrever esse texto.</p>

<p>Nasci pobre, numa casa que calhava de ter mais livros do que comida com frequência, nasci como minoria de gênero e nasci brasileira. São todas características que me levaram a crer por muito tempo que nenhum clássico poderia ser para mim. Hoje me identifico também como queer em toda grandeza e nuance dessa palavra. Excêntrica, disruptiva e subversiva sempre que possível. Por muitos anos, ouvi que essas obras não falavam de gente pobre, de gente queer, de gente latinoamericana como eu conhecia. Não os sorrisos plásticos da Paulista, o sol idolatrado de Ipanema, mas as bocas cheias de dentes e fome desse país, as mãos sujas de terra e as costas sempre grudando de suor na camisa em um ônibus apertado.</p>

<p>Creio que muitos de vocês já tenham ouvido isso também — e até acreditado — e escrevo esse texto com a simples intenção de avisar: isso é mentira.</p>

<p>O cânone é, sim, majoritariamente homem, branco e burguês pelo Ocidente inteiro (não ouso opinar no cânone do Oriente, se é que utilizam a mesma terminologia, já que meu contato se limita a dois formalistas russos). Isso se dá, simplesmente, porque nossa sociedade é misógina, racista e capitalista. Nossa literatura não pode se isolar do contexto no qual está inserida, mas ainda pode subverter, questionar e até ousar sonhar com alternativas a esse contexto.</p>

<p>Para além das vozes autorais diversas, tento eu mesma recuperar cada mulher esquecida dentro do gótico com tudo que posso, temos uma infinidade de mundos possíveis. Recentemente li <em>Esfinge</em>, um clássico nacional escrito por Coelho Netto, e esse livro publicado em 1907 elabora sutilmente questões de sexualidade e gênero no calor do Rio de Janeiro. Tudo com um toque de mistério. Na linha da questão da sexualidade temos <em>O Retrato de Dorian Gray</em> (1890), <em>Moby Dick</em> (1851), <em>Carmilla</em> (1872) e até <em>Drácula</em> (1897) como clássicos que retratam a questão (uns como foco, outros por puro preconceito de seus autores). Na crítica à aristocracia há <em>O Vampiro</em> (1819) de Polidori, na crítica à monstruosidade dos homens <em>Frankenstein</em> (1818).</p>

<p>Se Ann Radcliffe escrevia mulheres em padrões conformistas com as noções de gênero de sua época, como vemos em <em>Os Mistérios de Udolpho</em> (1794). Charlotte Dacre nos traz protagonistas cheias de nuance e falhas, impetuosas, e senhoras de suas narrativas em obras como <em>Zofloya or the Moor</em> (1806). Vale ressaltar que ambas desafiavam a norma por simplesmente escreverem suas obras e publicarem. Para tudo que algum clássico não se propõe a ofertar, outro foca exatamente nesse aspecto.</p>

<p>Temos autorias negras muito além de Machado de Assis, que não deve ser esquecido de forma alguma, mas é impossível não trazer Carolina Maria de Jesus com <em>Quarto de Despejo</em>. Temos obras sobre os grandes heróis como Odisseu, mas também temos obras sobre uma <em>Srta. Brill</em> indo visitar o parque num fim de semana qualquer.</p>

<p>Há tantos clássicos quanto há estrelas no céu noturno, não canso de receber indicações do cânone de outros países dos quais nunca ouvi falar. Não canso de problematizar sim a questão do cânone, mas me canso, sim, de ouvir que minha gente é burra demais para essas leituras; canso, sim, de ouvir que minha gente não tem voz ou lugar no passado. Informo, com prazer, que a primeira obra da humanidade de que temos registro, a <em>Epopeia de Gilgamesh</em>, retrata amor entre dois homens. O termo homossexual não existia, mas nós interpretamos o mundo com o repertório que temos, não é mesmo?</p>

<p>Eu comecei a me aventurar pelas veredas do cânone, brasileiro e mundial, há pouquíssimo tempo, o que significa que há ainda mais obras que ainda nem conheci lá fora. Ainda mais vozes, ainda mais representações, ainda mais textos que tentam apagar com frequência. Mulheres, pessoas não-brancas, pessoas queer, pessoas de religiões não cristãs; todos eles, guardados em prateleiras, esperando para serem lidos e lembrados. Para Eagleton (2019) por mais que o livro seja um objeto físico que existe mesmo quando o derrubamos atrás da cômoda e esquecemos lá pelos meses seguintes, o mesmo não pode ser dito do texto. Aí entra um princípio linguístico, todo texto só existe quando é significado, e não existe significação sem decodificação — ou seja, leitura, nesse caso.</p>

<p>Não digo que só se leia as autorias mortas, nem que tais obras são superiores às contemporâneas, só quero lembrar que existem e são nossas, da nossa gente, e nós vamos entender tudo que houver para ser entendido no momento da leitura. O ato de ler não é uma partida rankeada nem um teste do DETRAN, não é decisivo, eu posso ter lido Dom Quixote aos 6 anos de idade e não lembrar nada e posso, também, relê-lo aos 25 e me regozijar no que encontrar. Não existe competição. É ler pelo prazer, ler para escutar o que disseram antes de nós, e quem sabe entender. A vida, seus vizinhos, aquela senhora com pele de raposa no parque, o afeto de dois marinheiros ou simplesmente cores no mundo. Porque também podemos ler, entender, problematizar, não gostar, criticar, e nos apoderar dos clássicos.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Centelhas Literárias</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/yna9fnamtw</guid>
      <pubDate>Sun, 01 Feb 2026 16:37:36 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Manjericão</title>
      <link>https://lacra.ia.br/alineonline/manjericao</link>
      <description>&lt;![CDATA[Ganhamos uma mudinha. Ela está grande e bem cheinha. Agora quero tentar propagar.&#xA;&#xA;Vou tentar fazer o que diz aqui:&#xA;Veja como é fácil plantar manjericão a partir do galho!&#xA;&#xA;---&#xA;Plantinhas]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ganhamos uma mudinha. Ela está grande e bem cheinha. Agora quero tentar propagar.</p>

<p>Vou tentar fazer o que diz aqui:
<a href="https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Paisagismo/noticia/2022/09/veja-como-e-facil-plantar-manjericao-partir-do-galho.html" rel="nofollow">Veja como é fácil plantar manjericão a partir do galho!</a></p>

<hr>

<p><a href="https://lacra.ia.br/alineonline/plantinhas" rel="nofollow">Plantinhas</a></p>
]]></content:encoded>
      <author>Plantinhas do meu jardim digital</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/1rbe3ouwwm</guid>
      <pubDate>Sun, 01 Feb 2026 13:05:57 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Por Outras Formas de Leitura</title>
      <link>https://lacra.ia.br/autoramjluna/por-outras-formas-de-leitura</link>
      <description>&lt;![CDATA[Para quem não me conhece, sou autora de fantasia, estudante de letras, e obcecada por mais coisas do que sou capaz de enumerar aqui. Faz alguns anos que tenho vontade de alimentar um blog para compartilhar minhas impressões, anotações e reflexões envolvendo literatura — até tentei criar algo pelo WordPress uma infinidade de vezes, mas acontece que devo ser burra demais para usar ele direito. Assim, hoje revivo essa centelha em mim e espero poder causar alguns incêndios por aí.&#xA;Tendo isso posto, o que são &#34;Outras Formas de Leitura&#34;, afinal? Quero deixar claro, de antemão, que não me proponho a criar rankings de leitores, metrificar a qualidade de obras literárias com estrelinhas brilhantes como faço com meus alunos, e muito menos estabelecer uma &#34;forma correta&#34; de se ler. Conforme Compagnon aborda em O Demônio da Teoria, o &#34;bom leitor&#34; verdadeiro é aquele que se adapta e entende as diferenças entre Édipo Rei e O Corcunda de Notredame consciente da forma e do seu conteúdo.&#xA;Como autora, tendo a falar exaustivamente sobre nosso papel como autorias autônomas, perspectivas de escritura que possam libertar em vez de alienar. Esse blog nasce, também, da necessidade de me distanciar um pouco desse eu tão sujeito-autônomo-autor. Parafraseando Lispector, se pinto pintura e escrevo a dura escritura, por certo também tenho que ler a doce leitura.&#xA;---&#xA;Proposta&#xA;Minha ideia vai além de simples resenhas, que também estarão presentes, quero analisar criticamente algumas das obras que tenho lido (em sua maioria leituras obrigatórias da grade ou simplesmente &#34;clássicos indispensáveis&#34; a minha carreira). Assim, pretendo transcrever minhas anotações pessoais dessas obras e incluir uma resenha junto. Para além da análise entre forma e conteúdo, também frisar a minha interpretação e avaliação subjetiva da obra. É uma ruminação literária sem um fim muito específico, algo legal para entusiastas, leitores e pessoas da área.&#xA;Na descrição inseri também o termo &#34;filosófica&#34; porque considero esse tipo de análise literária extremamente ligado a Filosofia, é uma verdadeira maiêutica quando nos sentamos para ler uma obra e a destrinchar de cabo a rabo. Não por acaso incontáveis autorias eram tão aficcionadas por Filosofia ao longo da história. Esse termo também delimita, para mim, o fato de que não sou crítica literária. Ser Crítico com letra maiúscula é um título que suspeito estar reservado aos doutores e doutoras em literatura. Como graduanda, dou-me a devida insignificância. Se muito, proponho-me a ser um dia, e esses ensaios analíticos acabam tomando a função de ladrilhar meu caminho.&#xA;Decidi compartilhar essas minhas notas (que já se acumulam há alguns anos) porque noto dois movimentos. O primeiro, tão pontuado na Academia, é que o hábito de analisar literatura criticamente tem se perdido mais a cada ano. Quando digo isso, não levanto juízo de valor, não digo que é uma forma superior de análise nem mais válida, simplesmente é uma recepção de leitura cada vez mais rara. Eu, assim como meus professores, acredito que a humanidade e a Literatura perdem muito com isso, daí que comecei a ensaiar minhas próprias análises por mais simples e mundanas que possam ser. O segundo movimento, que é causado pelo primeiro, é que quando busco resenhas ou análises de obras literárias de meu interesse eu dificilmente acho alguém falando do livro como objeto retórico de análise. Vê-se análises sobre as decisões morais das personagens aos montes, opiniões inflamadas sobre a execução dessa ou daquela trama a torto, e até mesmo avaliação da execução dos tropos listados (que Zeus nos acuda) a direito. Novamente, não acho que esse tipo de análise seja inferior, mas não são, nem de longe, o que eu quero saber para decidir ler uma obra ou não. Filha do meu pai que sou, não vendo o que eu queria, vim cá e estou fazendo.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Para quem não me conhece, sou autora de fantasia, estudante de letras, e obcecada por mais coisas do que sou capaz de enumerar aqui. Faz alguns anos que tenho vontade de alimentar um blog para compartilhar minhas impressões, anotações e reflexões envolvendo literatura — até tentei criar algo pelo WordPress uma infinidade de vezes, mas acontece que devo ser burra demais para usar ele direito. Assim, hoje revivo essa centelha em mim e espero poder causar alguns incêndios por aí.
Tendo isso posto, o que são “Outras Formas de Leitura”, afinal? Quero deixar claro, de antemão, que não me proponho a criar rankings de leitores, metrificar a qualidade de obras literárias com estrelinhas brilhantes como faço com meus alunos, e muito menos estabelecer uma “forma correta” de se ler. Conforme Compagnon aborda em <em>O Demônio da Teoria</em>, o “bom leitor” verdadeiro é aquele que se adapta e entende as diferenças entre <em>Édipo Rei</em> e <em>O Corcunda de Notredame</em> consciente da forma e do seu conteúdo.
Como autora, tendo a falar exaustivamente sobre nosso papel como autorias autônomas, perspectivas de escritura que possam libertar em vez de alienar. Esse blog nasce, também, da necessidade de me distanciar um pouco desse eu tão sujeito-autônomo-autor. Parafraseando Lispector, se pinto pintura e escrevo a dura escritura, por certo também tenho que ler a doce leitura.</p>

<hr>

<h2 id="proposta">Proposta</h2>

<p>Minha ideia vai além de simples resenhas, que também estarão presentes, quero analisar criticamente algumas das obras que tenho lido (em sua maioria leituras obrigatórias da grade ou simplesmente “clássicos indispensáveis” a minha carreira). Assim, pretendo transcrever minhas anotações pessoais dessas obras e incluir uma resenha junto. Para além da análise entre forma e conteúdo, também frisar a minha interpretação e avaliação subjetiva da obra. É uma ruminação literária sem um fim muito específico, algo legal para entusiastas, leitores e pessoas da área.
Na descrição inseri também o termo “filosófica” porque considero esse tipo de análise literária extremamente ligado a Filosofia, é uma verdadeira maiêutica quando nos sentamos para ler uma obra e a destrinchar de cabo a rabo. Não por acaso incontáveis autorias eram tão aficcionadas por Filosofia ao longo da história. Esse termo também delimita, para mim, o fato de que não sou crítica literária. Ser Crítico com letra maiúscula é um título que suspeito estar reservado aos doutores e doutoras em literatura. Como graduanda, dou-me a devida insignificância. Se muito, proponho-me a ser um dia, e esses ensaios analíticos acabam tomando a função de ladrilhar meu caminho.
Decidi compartilhar essas minhas notas (que já se acumulam há alguns anos) porque noto dois movimentos. O primeiro, tão pontuado na Academia, é que o hábito de analisar literatura criticamente tem se perdido mais a cada ano. Quando digo isso, não levanto juízo de valor, não digo que é uma forma superior de análise nem mais válida, simplesmente é uma recepção de leitura cada vez mais rara. Eu, assim como meus professores, acredito que a humanidade e a Literatura perdem muito com isso, daí que comecei a ensaiar minhas próprias análises por mais simples e mundanas que possam ser. O segundo movimento, que é causado pelo primeiro, é que quando busco resenhas ou análises de obras literárias de meu interesse eu dificilmente acho alguém falando do livro como objeto retórico de análise. Vê-se análises sobre as decisões morais das personagens aos montes, opiniões inflamadas sobre a execução dessa ou daquela trama a torto, e até mesmo avaliação da execução dos tropos listados (que Zeus nos acuda) a direito. Novamente, não acho que esse tipo de análise seja inferior, mas não são, nem de longe, o que eu quero saber para decidir ler uma obra ou não. Filha do meu pai que sou, não vendo o que eu queria, vim cá e estou fazendo.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Centelhas Literárias</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/bvxxqdzvbm</guid>
      <pubDate>Sun, 25 Jan 2026 16:29:07 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Autodefesa digital</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fidarossa/autodefesa-digital</link>
      <description>&lt;![CDATA[Hoje tava papeando como um amigo sobre #autofesadigital, aí lembrei do site autodefesa.org, cujo lema é &#34;A segurança digital é o oposto da paranoia&#34;.&#xA;&#xA;O site tem guias curtos e longos, para pessoas leigas e experientes, tanto pra #autodefesa pessoal quanto coletiva. Também tem conteúdo específico pra pessoa #feminista e praticantes doutras formas de #ativismo político.&#xA;&#xA;Recomendo!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tava papeando como um amigo sobre #autofesadigital, aí lembrei do site <a href="https://autodefesa.org/" rel="nofollow">autodefesa.org</a>, cujo lema é <strong>“A segurança digital é o oposto da paranoia”</strong>.</p>

<p>O site tem guias curtos e longos, para pessoas leigas e experientes, tanto pra #autodefesa pessoal quanto coletiva. Também tem conteúdo específico pra pessoa #feminista e praticantes doutras formas de #ativismo político.</p>

<p>Recomendo!</p>
]]></content:encoded>
      <author>fidarossa</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/77sgr1c590</guid>
      <pubDate>Fri, 23 Jan 2026 21:41:21 +0000</pubDate>
    </item>
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      <title>APRESENTA</title>
      <link>https://lacra.ia.br/capii-guara/apresenta</link>
      <description>&lt;![CDATA[APRESENTA &#xA;&#xA;Olá! &#xA;sou Indígena Guaianá, sobrevivendo em Curitiba. &#xA;Apreciadora de Haicais e outros quetais.&#xA;&#xA;...../&#xA;Sobre Haicai&#xA;&#xA;O #haicai  é um poema de origem japonesa. Tem como seu maior representante Matsuo Basho. Aqui no Paraná, Helena Kolody fez história ao ser a primeira mulher no Brasil a publicar um livro com #haicais  (1941). Nas mãos de Alice Ruiz, Paulo Leminski, Marilia Kubota e Álvaro Posselt o haicai ficou mais conhecido ainda.&#xA;&#xA;O haicai tradicional tem 3 características básicas: 17 sílabas poéticas (5,7,5); palavra ou expressão que indique a estação , o kigo (ex: calor, verão, frio, inverno; folhas amarelas, outono; flores, primavera); dividido em duas partes ( essa característica deixa o poema mais sugestivo – o #haicai  não é um poema que explica). Sua essência é registrar o instante de forma objetiva e simples. &#xA;&#xA;Além do tradicional, o #haicai  tem sua versão livre ( usa rima, sem kigo e sem métrica); guilhermino ( com métrica, título e rima do primeiro com o terceiro verso, e da segunda coma sétima sílaba no segundo verso); de humor ou senryu.&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>APRESENTA</p>

<p>Olá!
sou Indígena Guaianá, sobrevivendo em Curitiba.
Apreciadora de Haicais e outros quetais.</p>

<p>...../
Sobre Haicai</p>

<p>O #haicai  é um poema de origem japonesa. Tem como seu maior representante Matsuo Basho. Aqui no Paraná, Helena Kolody fez história ao ser a primeira mulher no Brasil a publicar um livro com #haicais  (1941). Nas mãos de Alice Ruiz, Paulo Leminski, Marilia Kubota e Álvaro Posselt o haicai ficou mais conhecido ainda.</p>

<p>O haicai tradicional tem 3 características básicas: 17 sílabas poéticas (5,7,5); palavra ou expressão que indique a estação , o kigo (ex: calor, verão, frio, inverno; folhas amarelas, outono; flores, primavera); dividido em duas partes ( essa característica deixa o poema mais sugestivo – o #haicai  não é um poema que explica). Sua essência é registrar o instante de forma objetiva e simples.</p>

<p>Além do tradicional, o #haicai  tem sua versão livre ( usa rima, sem kigo e sem métrica); guilhermino ( com métrica, título e rima do primeiro com o terceiro verso, e da segunda coma sétima sílaba no segundo verso); de humor ou senryu.</p>
]]></content:encoded>
      <author>capií-guara</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/5fpiacznh3</guid>
      <pubDate>Thu, 22 Jan 2026 21:01:54 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Castelo Rá Tim Bum no Internet Arquivo</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fidarossa/castelo-ra-tim-bum-no-internet-arquivo</link>
      <description>&lt;![CDATA[@yamakat@glitch.social me contou que a TV #Cultura disponibiliza a série Castelo Rá Tim Bum no @internetarchive@mastodon.archive.org.&#xA;&#xA;Isso significa que você pode assistir e baixar toda a série de lá. &#xA;&#xA;https://archive.org/details/castelo-ra-tim-bum-a-cidade-dos-meus-sonhos-episodio-05&#xA;&#xA;#tvcultura #casteloratimbum #torrent #internetarchive]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>@yamakat@glitch.social me contou que a TV #Cultura disponibiliza a série Castelo Rá Tim Bum no @internetarchive@mastodon.archive.org.</p>

<p>Isso significa que você pode assistir e baixar toda a série de lá.</p>

<p><a href="https://archive.org/details/castelo-ra-tim-bum-a-cidade-dos-meus-sonhos-episodio-05" rel="nofollow">https://archive.org/details/castelo-ra-tim-bum-a-cidade-dos-meus-sonhos-episodio-05</a></p>

<p>#tvcultura #casteloratimbum #torrent #internetarchive</p>
]]></content:encoded>
      <author>fidarossa</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/hwegwqwn6z</guid>
      <pubDate>Mon, 19 Jan 2026 16:01:53 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Viajar no tempo</title>
      <link>https://lacra.ia.br/defogo/viajar-no-tempo</link>
      <description>&lt;![CDATA[ &#xA;&#xA;Viajar no tempo&#xA;&#xA;O sistema #WriteFreely é o coração da lacra.ia e oferece de base suporte ao protocolo #Gopher.&#xA;&#xA;Pra quem nasceu nesse século e não conhece: o sistema Gopher foi criado em 1991 e foi bastante popular antes da web dominar e virar aquela coisa capitalista triste cheia de propaganda piscando por todo lado.&#xA;&#xA;Gopher providenciava um simples sistema de menus para ver textos ou baixar arquivos. Por ser super básico podia e pode rodar até em máquinas muito antigas. &#xA;&#xA;O seus textos na lacra.ia estão disponíveis via gopher://lacra.ia.br e sim alguém com um computador dos anos 80 conectado a internet vai poder ler eles.&#xA;&#xA;Vou regularmente editar esse post para adicionar imagens de capturas de tela ou fotos dessa mesma página em sistemas retrô. &#xA;&#xA;Agora funciona mesmo (17 de janeiro) &#xA;&#xA;Pouco depois de postar isso descobri que o WriteFreely publicava sua versão Gopher em UTF-8. Isso é ótimo para quem quiser escrever em idiomas asiáticos ou qualquer outra lingua que não seja da Europa do oeste. Porém quebrou meu sonho de poder ver esses textos com acentos em computadores antigos dos anos 80 e 90 que ainda não usavam esse padrão.&#xA;&#xA;Atualizei o meu code nesse projeto que agora além de fornecer uma versão Gemini, também publica uma versão Gopher em ISO-8859-1 e outra em ASCII puro.&#xA;&#xA;Agora não uso mais o servidor Gopher integrado do WriteFreely mas providencio três versões com encoding UTF-8,  ISO-8859-1 e ASCII puro (sem acentos mas transliterado limpinho)  rodando num servidor dedicado : geomyidae&#xA;&#xA;Gopher ISO-8859-1, na porta 70:&#xA;gopher://lacra.ia.br:70/&#xA;&#xA;Gopher UTF8, na porta 7777&#xA;gopher://lacra.ia.br:7777/&#xA;&#xA;Gopher ASCII puro, na porta 7070&#xA;gopher://lacra.ia.br:7070/&#xA;&#xA;Fotos e capturas de telas em computadores antigos&#xA;&#xA;Gopherized é um app escrito em AMOS para Amiga, mostrando acentos funcionando (o Amiga usa uma variante do ISO-8859-1).&#xA;&#xA;Gopherized Amiga visitando a lacraia&#xA;&#xA;Gopherus é um programa DOS. Visto aqui usando CodePage437 (sem suporte a acentos).  Obrigado Willard pela imagem num verdadeiro Tandy SX1000 de 1986 !&#xA;&#xA;Gopherus no DOS num Tandy 1000sx visitando a lacraia&#xA;&#xA;browse é um programa para RiscOS, funcionando aqui corretamente com acentos.  Obrigado Willard pela imagem num Raspberry Pi 2 !&#xA;&#xA;browse num raspberry 2 visitando a lacraia&#xA;&#xA;TurboGopher para Mac Classic  mostrando acentos funcionando (após ativar a opção  ISO-8859-1 no cliente)&#xA;&#xA;TurboGopher num iBook G3 visitando a lacraia&#xA;&#xA;Netscape  no Irix ainda suportava Gopher. Obrigado flexion  pela captura de tela no Irix 6.5.22 numa SGI (Sillicon Graphics) Indigo 2 Impact R10k de 1996, com acentos funcionando. &#xA;&#xA;Netscape numa estação Indigo SGI visitando a lacraia&#xA;&#xA;OmniWeb 2.5 rodando no NeXTSTEP 3.3 ainda suportava Gopher. Captura realizada num NeXTCube de 1990 emulado pelo Previous.&#xA;&#xA;OmniWeb 2.5 num NeXTCube visitando a lacraia&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h1 id="viajar-no-tempo">Viajar no tempo</h1>

<p>O sistema #WriteFreely é o coração da lacra.ia e oferece de base suporte ao protocolo #Gopher.</p>

<p>Pra quem nasceu nesse século e não conhece: o sistema Gopher foi criado em 1991 e foi bastante popular antes da web dominar e virar aquela coisa capitalista triste cheia de propaganda piscando por todo lado.</p>

<p>Gopher providenciava um simples sistema de menus para ver textos ou baixar arquivos. Por ser super básico podia e pode rodar até em máquinas muito antigas.</p>

<p>O seus textos na lacra.ia estão disponíveis via gopher://lacra.ia.br e sim alguém com um computador dos anos 80 conectado a internet vai poder ler eles.</p>

<p>Vou regularmente editar esse post para adicionar imagens de capturas de tela ou fotos dessa mesma página em sistemas retrô.</p>

<h1 id="agora-funciona-mesmo-17-de-janeiro">Agora funciona mesmo (17 de janeiro)</h1>

<p>Pouco depois de postar isso descobri que o WriteFreely publicava sua versão Gopher em UTF-8. Isso é ótimo para quem quiser escrever em idiomas asiáticos ou qualquer outra lingua que não seja da Europa do oeste. Porém quebrou meu sonho de poder ver esses textos com acentos em computadores antigos dos anos 80 e 90 que ainda não usavam esse padrão.</p>

<p>Atualizei o meu code <a href="https://code.lema.org/santiago/writefreely_to_gemini" rel="nofollow">nesse projeto</a> que agora além de fornecer uma versão Gemini, também publica uma versão Gopher em ISO-8859-1 e outra em ASCII puro.</p>

<p>Agora não uso mais o servidor Gopher integrado do WriteFreely mas providencio três versões com encoding UTF-8,  ISO-8859-1 e ASCII puro (sem acentos mas transliterado limpinho)  rodando num servidor dedicado : geomyidae</p>

<pre><code>Gopher ISO-8859-1, na porta 70:
gopher://lacra.ia.br:70/

Gopher UTF8, na porta 7777
gopher://lacra.ia.br:7777/

Gopher ASCII puro, na porta 7070
gopher://lacra.ia.br:7070/

</code></pre>

<h1 id="fotos-e-capturas-de-telas-em-computadores-antigos">Fotos e capturas de telas em computadores antigos</h1>

<p><a href="https://allanon71.itch.io/gopherized" rel="nofollow">Gopherized</a> é um app escrito em AMOS para Amiga, mostrando acentos funcionando (o Amiga usa uma variante do ISO-8859-1).</p>

<p><img src="https://contra.rio.br/fileserver/01DPPRZJ8BWZMM8FZ2Q5YWSH1E/attachment/original/01KF7450QZTZ2WTBR584RHQAXD.png" alt="Gopherized Amiga visitando a lacraia"></p>

<p><a href="https://gopherus.sourceforge.net/" rel="nofollow">Gopherus</a> é um programa DOS. Visto aqui usando CodePage437 (sem suporte a acentos).  Obrigado <a href="https://mastodon.sdf.org/@goosey" rel="nofollow">Willard</a> pela imagem num verdadeiro Tandy SX1000 de 1986 !</p>

<p><img src="https://gone.lema.org/fileserver/01K2Y9H3F0QJXWP94X2ZSTTEPE/attachment/original/01KFANAB4JPS4HFJ4AM4Z5KSRV.jpeg?kjy_fallback_url=https://mastodon.sdf.org/system/media_attachments/files/115/920/768/769/068/027/original/b93c34242b94e63d.jpg" alt="Gopherus no DOS num Tandy 1000sx visitando a lacraia"></p>

<p><em>browse</em> é um programa para <a href="https://www.riscosopen.org/content/" rel="nofollow">RiscOS</a>, funcionando aqui corretamente com acentos.  Obrigado <a href="https://mastodon.sdf.org/@goosey" rel="nofollow">Willard</a> pela imagem num Raspberry Pi 2 !</p>

<p><img src="https://gone.lema.org/fileserver/01K2Y9H3F0QJXWP94X2ZSTTEPE/attachment/original/01KFAPQCXD9RGF1ZEGVSC0AR69.png?kjy_fallback_url=https://mastodon.sdf.org/system/media_attachments/files/115/920/864/075/114/655/original/3d943f1c2e58b903.png" alt="browse num raspberry 2 visitando a lacraia"></p>

<p><em>TurboGopher</em> para Mac Classic  mostrando acentos funcionando (após ativar a opção  ISO-8859-1 no cliente)</p>

<p><img src="https://contra.rio.br/fileserver/01DPPRZJ8BWZMM8FZ2Q5YWSH1E/attachment/original/01KFCHYBMTCXP5ERX4YD31MHGT.png" alt="TurboGopher num iBook G3 visitando a lacraia"></p>

<p><em>Netscape</em>  no Irix ainda suportava Gopher. Obrigado <a href="https://oldbytes.space/@flexion" rel="nofollow">flexion</a>  pela captura de tela no Irix 6.5.22 numa SGI (Sillicon Graphics) Indigo 2 Impact R10k de 1996, com acentos funcionando.</p>

<p><img src="https://gone.lema.org/fileserver/01K2QF8GQQ8DKZFXS4HH138K9K/attachment/original/01KG8AHZVPG4MTMCFBVE4KKCFP.png" alt="Netscape numa estação Indigo SGI visitando a lacraia"></p>

<p>OmniWeb 2.5 rodando no NeXTSTEP 3.3 ainda suportava Gopher. Captura realizada num NeXTCube de 1990 emulado pelo <a href="https://github.com/probonopd/previous" rel="nofollow">Previous</a>.</p>

<p><img src="https://contra.rio.br/fileserver/01DPPRZJ8BWZMM8FZ2Q5YWSH1E/attachment/original/01KGGBB3EB4VNM9SZE835KV7ZD.png" alt="OmniWeb 2.5 num NeXTCube visitando a lacraia"></p>
]]></content:encoded>
      <author>de fogo</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/s1i6vc6mlg</guid>
      <pubDate>Thu, 15 Jan 2026 12:57:17 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>deus falou comigo pelo meu computador</title>
      <link>https://lacra.ia.br/fidarossa/deus-fala-pelo-cano-do-meu-revolver</link>
      <description>&lt;![CDATA[Aí me ocorreu essa #poesia [#recorte da #letra da #música Silenciador, cantada por Pato Fu]&#xA;&#xA;Mais um milagre na capela&#xA;Da fé brotou o empreendedor&#xA;Deus fala pelo cano de meu revólver&#xA;E a bíblia é o meu silenciador&#xA;&#xA;Tá tudo bem, tá tudo lindo&#xA;Seguindo na paz do senhor&#xA;Domingo é dia de treinar minha pontaria&#xA;Minha visão noturna e meu santo protetor&#xA;&#xA;Nova temporada de caça&#xA;Na pele é que está o valor&#xA;Quanto mais escura é mais bala no tiroteio&#xA;Mais ponto pro atirador&#xA;&#xA;[...]&#xA;&#xA;Menos um dilema no tеmplo&#xA;Na graça de um ser superior&#xA;Só еle consegue que o diabo não me carregue&#xA;É só desistir do meu amor&#xA;&#xA;Só ele chega em minha cela&#xA;Só ele consola essa dor&#xA;Deus fala pelo cano de meu revólver&#xA;E a bíblia é o meu silenciador&#xA;&#xA;[...]]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Aí me ocorreu essa #poesia [#recorte da #letra da #música <strong>Silenciador</strong>, cantada por <strong>Pato Fu</strong>]</p>

<p><em>Mais um milagre na capela
Da fé brotou o empreendedor
Deus fala pelo cano de meu revólver
E a bíblia é o meu silenciador</em></p>

<p><em>Tá tudo bem, tá tudo lindo
Seguindo na paz do senhor
Domingo é dia de treinar minha pontaria
Minha visão noturna e meu santo protetor</em></p>

<p><em>Nova temporada de caça
Na pele é que está o valor
Quanto mais escura é mais bala no tiroteio
Mais ponto pro atirador</em></p>

<p>[...]</p>

<p><em>Menos um dilema no tеmplo
Na graça de um ser superior
Só еle consegue que o diabo não me carregue
É só desistir do meu amor</em></p>

<p><em>Só ele chega em minha cela
Só ele consola essa dor
Deus fala pelo cano de meu revólver
E a bíblia é o meu silenciador</em></p>

<p>[...]</p>
]]></content:encoded>
      <author>fidarossa</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/42r82fibax</guid>
      <pubDate>Wed, 14 Jan 2026 17:05:24 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Como mudar as cores do seu blog na lacra.ia</title>
      <link>https://lacra.ia.br/defogo/como-mudar-as-cores-do-seu-blog-na-lacra-ia</link>
      <description>&lt;![CDATA[Nas opções de personalização (customize em inglês) você pode editar o código CSS.&#xA;&#xA;Por exemplo o código seguinte é usado nessa conta para obter um título laranja e deixar a data mais discreta e com uma margem superior maior.&#xA;&#xA;Não vou dar aula de CSS aqui. Peçam ajuda para as outras patinhas da lacra.ia que são de #blambers !&#xA;&#xA;time a {margin-bottom:3em; font-size:0.5em;}&#xA;&#xA;blog-title a {&#xA;    color: #A08;&#xA;}&#xA;&#xA;`]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nas opções de personalização (customize em inglês) você pode editar o código CSS.</p>

<p>Por exemplo o código seguinte é usado <a href="/defogo" rel="nofollow">nessa conta</a> para obter um título laranja e deixar a data mais discreta e com uma margem superior maior.</p>

<p>Não vou dar aula de CSS aqui. Peçam ajuda para as outras patinhas da lacra.ia que são de #blambers !</p>

<pre><code>
time a {margin-bottom:3em; font-size:0.5em;}

#blog-title a {
    color: #A08;
}

</code></pre>
]]></content:encoded>
      <author>de fogo</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/32knce5woq</guid>
      <pubDate>Thu, 08 Jan 2026 14:48:33 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Como colocar uma imagem na lacra.ia</title>
      <link>https://lacra.ia.br/defogo/como-colocar-uma-imagem-na-lacra-ia</link>
      <description>&lt;![CDATA[Por enquanto a lacra.ia não tem um lugar dedicado para hospedar imagens. &#xA;&#xA;O jeito mais simples é usar o código Markdown seguinte para incluir uma imagem de outro lugar , por exemplo de um post público no Mastodon.&#xA;&#xA;Imagem da cabeça de um gato amarelo visto de perto&#xA;&#xA;Código da imagem acima: &#xA;&#xA;Imagem da cabeça de um gato amarelo visto de perto&#xA;&#xA;`]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Por enquanto a lacra.ia não tem um lugar dedicado para hospedar imagens.</p>

<p>O jeito mais simples é usar o código Markdown seguinte para incluir uma imagem de outro lugar , por exemplo de um post público no Mastodon.</p>

<p><img src="https://contra.rio.br/fileserver/01DPPRZJ8BWZMM8FZ2Q5YWSH1E/attachment/original/01KE7TKF826AH9KS2YRMMVD3EH.jpeg" alt="Imagem da cabeça de um gato amarelo visto de perto"></p>

<p>Código da imagem acima:</p>

<pre><code>
![Imagem da cabeça de um gato amarelo visto de perto](https://contra.rio.br/fileserver/01DPPRZJ8BWZMM8FZ2Q5YWSH1E/attachment/original/01KE7TKF826AH9KS2YRMMVD3EH.jpeg)

</code></pre>
]]></content:encoded>
      <author>de fogo</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/61yulrg6rs</guid>
      <pubDate>Thu, 08 Jan 2026 13:47:51 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Palavras são navalhas...</title>
      <link>https://lacra.ia.br/red/palavras-sao-navalhas</link>
      <description>&lt;![CDATA[Atenção: isto não é um treinamento!&#xA;&#xA;Agora me escondo atrás da cozinha do muitapata.&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atenção</strong>: isto não é um treinamento!</p>

<p>Agora me escondo atrás da cozinha do <a href="https://lacra.ia.br/muitapata/" rel="nofollow">muitapata</a>.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Navalhas</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/kcsxgr2y3q</guid>
      <pubDate>Sun, 04 Jan 2026 14:25:12 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Alguns meses atrás me encontrei em posição de fazer uma coisa que mal tinha...</title>
      <link>https://lacra.ia.br/muitapata/apertos</link>
      <description>&lt;![CDATA[Alguns meses atrás me encontrei em posição de fazer uma coisa que mal tinha feito antes: investimentos. A culpa inspirou essa canção —por enquanto sem música. &#xA;&#xA;Apertos !&#xA;&#xA;No topo da escala,&#xA;da saia injusta&#xA;Eu só tenho um corpo&#xA;e por algum motivo &#xA;dois elevadores&#xA;&#xA;Mas eu sei dividir:&#xA;um deles é todo seu&#xA;Subimos  paralelos,&#xA;eu lá da cobertura&#xA;e você lá do térreo…&#xA;…de oportunidades &#xA;&#xA;Tenho vista pro mar&#xA;Um céu azul pra você…&#xA;…limpar&#xA;Já é tarde, carinho&#xA;Você mora tão longe&#xA;lá nos meus fundos…&#xA;…imobiliários &#xA;&#xA;Ô meu amor trabalhador&#xA;Sinto um aperto no meu coração &#xA;Quando você expande&#xA;meu capital &#xA;meu capital&#xA;&#xA;A minha liquidez&#xA;é seu corpo&#xA;Eu ganhei, eu mereço !&#xA;Pois eu sei tomar risco&#xA;de afogar… você &#xA;nos meus fluxos de caixa&#xA;&#xA;A planilha decide &#xA;Exportei seu jantar&#xA;pra quem sabe pagar,&#xA;em dólar &#xA;O vazio da fome &#xA;aqui pouco importa&#xA;&#xA;Sei que na sua bolsa, &#xA;de valor não tem nada&#xA;Na minha tem você,&#xA;um milhão de você&#xA;Suas mãos e seu tempo &#xA;são tudo pra mim&#xA;&#xA;Ô meu amor trabalhador&#xA;Sinto um aperto no meu coração &#xA;Quando você expande&#xA;meu capital&#xA;meu capital&#xA;&#xA;Pras estrelas confesso,&#xA;sem você nem existo&#xA;Só nunca pode lembrar&#xA;o que jamais valia…&#xA;…mais valia ?&#xA;&#xA;Ahh, esquece, meu anjo !&#xA;Vamos focar no básico:&#xA;Você tem dívida…&#xA;eu juro !&#xA; &#xA;Nossos laços são eternos&#xA;como sua alienação &#xA;Matrimônio compulsório &#xA;Tu de azul, eu de terno&#xA;&#xA;Ô meu amor trabalhador&#xA;Sinto um aperto no meu coração &#xA;Quando você expande&#xA;meu capital &#xA;meu capital&#xA;&#xA;Aceita meu poder, meu bem&#xA;Em troca, direi que você têm…&#xA;…potencial &#xA;&#xA;Dividendo vem dando &#xA;Perdoa se não goza,&#xA;é da minha natureza&#xA;Eu sou investidor&#xA;Eu só invisto em dor &#xA;&#xA;O meu crime dá lucro&#xA;O seu tem pré-juízo&#xA;&#xA;Um ser com valor de troca &#xA;O Livre Mercado te entrega&#xA;Você vai preso gritando, &#xA;eu sou trabalhador !&#xA;&#xA;Ô meu amor trabalhador&#xA;Será que nossa história &#xA;vale a pena&#xA;…capital  ?&#xA;…capital&#xA;&#xA;---&#xA;Texto: Santiago Lema&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Alguns meses atrás me encontrei em posição de fazer uma coisa que mal tinha feito antes: investimentos. A culpa inspirou essa canção —por enquanto sem música.</p>

<h2 id="apertos">Apertos !</h2>

<p>No topo da escala,
da saia injusta
Eu só tenho um corpo
e por algum motivo
dois elevadores</p>

<p>Mas eu sei dividir:
um deles é todo seu
Subimos  paralelos,
eu lá da cobertura
e você lá do térreo…
…de oportunidades</p>

<p>Tenho vista pro mar
Um céu azul pra você…
…limpar
Já é tarde, carinho
Você mora tão longe
lá nos meus fundos…
…imobiliários</p>

<p><em>Ô meu amor trabalhador
Sinto um aperto no meu coração
Quando você expande
meu capital
meu capital</em></p>

<p>A minha liquidez
é seu corpo
Eu ganhei, eu mereço !
Pois eu sei tomar risco
de afogar… você
nos meus fluxos de caixa</p>

<p>A planilha decide
Exportei seu jantar
pra quem sabe pagar,
em dólar
O vazio da fome
aqui pouco importa</p>

<p>Sei que na sua bolsa,
de valor não tem nada
Na minha tem você,
um milhão de você
Suas mãos e seu tempo
são tudo pra mim</p>

<p><em>Ô meu amor trabalhador
Sinto um aperto no meu coração
Quando você expande
meu capital
meu capital</em></p>

<p>Pras estrelas confesso,
sem você nem existo
Só nunca pode lembrar
o que jamais valia…
…mais valia ?</p>

<p>Ahh, esquece, meu anjo !
Vamos focar no básico:
Você tem dívida…
eu juro !</p>

<p>Nossos laços são eternos
como sua alienação
Matrimônio compulsório
Tu de azul, eu de terno</p>

<p><em>Ô meu amor trabalhador
Sinto um aperto no meu coração
Quando você expande
meu capital
meu capital</em></p>

<p>Aceita meu poder, meu bem
Em troca, direi que você têm…
…potencial</p>

<p>Dividendo vem dando
Perdoa se não goza,
é da minha natureza
Eu sou investidor
Eu só invisto em dor</p>

<p>O meu crime dá lucro
O seu tem pré-juízo</p>

<p>Um ser com valor de troca
O Livre Mercado te entrega
Você vai preso gritando,
eu sou trabalhador !</p>

<p><em>Ô meu amor trabalhador
Será que nossa história
vale a pena
…capital  ?
…capital</em></p>

<hr>

<p><em>Texto: Santiago Lema</em></p>
]]></content:encoded>
      <author>muita pata</author>
      <guid>https://lacra.ia.br/read/a/e3805xl8in</guid>
      <pubDate>Sun, 24 Aug 2025 22:17:00 +0000</pubDate>
    </item>
  </channel>
</rss>